Nos EUA, brancos mudam para subúrbios

As cidades dos EUA estão cada vez menos povoadas de brancos americanos, que tendem a se mudar para os subúrbios e têm dado lugar a imigrantes de todas as partes do mundo. Dados preliminares do censo americano de 2000 mostram que a proporção de brancos não hispânicos nas dez cidades mais populosas do país é em média 35%. No recensamento de 1990, essa porcentagem era de 43%.A divulgação do resultado definitivo do censo sobre movimento migratório ainda deve demorar vários meses - razão pela qual ainda não há números absolutos sobre quantas pessoas ou grupo de pessoas se dirigiram aos subúrbios.Gina Ryan, diretora executiva da Associação Comunitária de St. Louis, cita como exemplo sua própria cidade. Apesar de estudos recentes mostrarem que a cidade ainda tem uma das maiores taxas de segregação entre brancos e negros do país, a vizinhança dos bairros centrais tornaram-se mais diversificados etnicamente."Esses lugares converteram-se em comunidades muito mais estáveis e integradas do que eram há 20 anos", disse Gina. "Principalmente nos últimos dois anos, verificamos um influxo maior de gente de todas as raças e origens."Enquanto os americanos brancos continuavam a deixar as cidades a população hispânica urbana atingia a cifra média de 36% de crescimento nas dez maiores cidades do país nos últimos 10 anos. No mesmo período, a população negra não hispânica cresceu em média 2% nas mesmas cidades.A maioria dos asiáticos também se mobilizou em direção à cidade, segundo analistas de composição demográfica - uma mudança na metodologia de pesquisa do censo de 2000, em relação ao de 1990, não permite a comparação de cifras.A cidade mais populosa dos EUA, Nova York, teve um crescimento demográfico global de 9% em relação ao censo anterior. A população de brancos não hispânicos diminuiu em 11%. Os negros não hispânicos aumentaram sua presença em 11%, enquanto a população hispânica - de todas as etnias - cresceu 21%.

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