Nos EUA, Congresso atropela Obama com lei anti-Irã

O governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não pretendia que a lei impondo mais sanções ao Irã fosse aprovada neste momento e já agiu para impedir que o Senado vote uma legislação similar ainda este ano. A estratégia da Casa Branca é lidar com os parceiros no âmbito internacional para definir qual a melhor forma de pressionar o regime de Teerã a suspender seu suposto programa de armas nucleares.

AE, Agencia Estado

17 de dezembro de 2009 | 08h23

O subsecretário de Estado James Steinberg enviou uma carta na semana passada ao presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, o democrata John Kerry, pedindo o adiamento da votação sobre a lei para o ano que vem. "Estamos entrando em um período crítico de intensa diplomacia para impor uma significativa pressão internacional sobre o Irã. Assim, estamos preocupados que essa legislação, nos seus moldes atuais, talvez enfraqueça, em vez de fortalecer, a unidade internacional em apoio aos nossos esforços", afirma o documento.

Apesar de a carta ter sido enviada na sexta-feira, a administração já olhava com atenção os acontecimentos na Câmara e preferiu agir com mais rapidez no Senado, onde sua influência é maior. O deputado responsável pela legislação, o democrata Howard Berman, afirmou não ter recebido a carta de Kerry. "O governo não disse ?vá em frente?, mas tampouco me disseram para parar. E fui o mais transparente possível com eles. Quando apresentei o projeto, deixei claro que pretendia dar uma chance para a diplomacia funcionar", afirmou.

Programa nuclear

Obama tenta trabalhar em conjunto com o sexteto, que inclui os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Alemanha. Ao longo deste ano, a política do grupo visou dar uma chance para o Irã cooperar e aumentar a transparência de seu programa nuclear. Em outubro, depois de admitir à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que possuía uma instalação nuclear não declarada próximo da cidade Qom, o regime de Teerã ficou próximo de um acordo segundo o qual enviaria urânio para ser enriquecido em outro país - a Rússia ou a França. Mas depois o Irã voltou atrás e hoje há um impasse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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