Nos EUA, eleitores independentes preferem democratas

Faltando duas semanas para as eleições legislativas dos EUA, uma nova pesquisa realizada pelo jornal The Washington Post, em parceria com a rede ABC News, mostrou que "republicanos estão perdendo a batalha pelos eleitores independentes", que, no momento, estão preferindo os democratas. A pesquisa, publicada no site do jornal nesta terça-feira, 24, sublinha que a questão mais importante para a determinação dos votos é a da guerra no Iraque, com 76% dos entrevistados favorecendo as políticas do Partido Democrata para a guerra e 21%, as do Republicano. Entrevistados "independentes", ou seja, sem partido definido, podem ser o grande diferencial destas eleições. Isso se dá, sublinha o jornal, "porque eleitores democratas e republicanos estão basicamente unidos atrás de candidatos de seus próprios partidos", com 95% dos filados aos democratas dizendo que votam no próprio partido, contra 88% dos republicanos. Na pesquisa, 59% dos independentes apóiam candidatos democratas, enquanto 31% favorecem os republicanos. O Post identificou que estes eleitores são "altamente pessimistas" com os rumos da guerra do Iraque e o "estado geral do país". Por exemplo, apenas 23% disseram que o país está no rumo certo, enquanto um quarto dos eleitores aprovam o trabalho do Congresso. Um ponto importante que o jornal destaca é que os independentes preferem os democratas mais pela "insatisfação com republicanos do que por entusiasmo pelo partido da oposição". Cerca de metade destes votantes escolhe democratas para que republicanos não sejam eleitos e apenas 22% vota por democratas "com muito entusiasmo". Eleitorado total"Entre o eleitorado como um todo, a pesquisa ilumina como o clima político continua a favor dos democratas", salienta o texto, apontando que a aprovação do presidente George W. Bush, um republicano, ficou em 37%, uma queda de dois pontos percentuais em relação à pesquisa da semana anterior, e de cinco pontos a de duas semanas atrás. Além disso, a maioria dos americanos, mais de 2 pra 1, "desaprovam a maneira que o Congresso tem realizado seus trabalhos".As críticas à guerra não se limitam ao jeito que o presidente lida com a questão iraquiana, abrangendo, também, a "culpa", como determina a matéria, atribuída a congressistas republicanos pelos problemas no Iraque."Quatro em cada 10 americanos disseram que não vale a pena lutar na guerra e três em cada quatro disseram que o luta danificou a imagem dos EUA no resto do mundo", salienta a matéria do Post. Questão econômicaJá na questão de crescimento econômico, é destacado que "o pequeno declínio do tema economia como uma questão crucial de intenção de voto vem em uma época quando cada vez mais americanos estão contentes com a economia nacional". Os dados dizem que 50% dos entrevistados disseram que a economia está "boa" ou "excelente", a maior aprovação desde que Bush assumiu o comando. Só que este não parece ser um fator de créditos para os democratas, pois, relata o jornal, "veio junto com a diminuição dos preços da gasolina e uma alta recorde na média industrial da Dow Jones", o que pode ter mudado o otimismo de crescimento. Quem vota?Quem vai aparecer para votar? Esta é uma questão de suma importância. Na pesquisa, mais democratas do que republicanos disseram estar acompanhando de perto a campanha (32% a 24%, respectivamente). Independentes são menos entusiastas do que ambos os grupos. "Ambos os partidos estão fazendo esforços extraordinários para atrair seus eleitores em novembro", comenta a reportagem, apontando que eleitores registrados são contatados por um partido específico (29% disseram isso), ou pelos dois (33%). A pesquisa do Washington Post-ABC News foi feita por telefone com 1.200 adultos e foi conduzida de quinta-feira passada até domingo último. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. F

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