Nos EUA, Roosevelt elegeu-se para 4 mandatos

Mesmo aclamado pela população e contando com forte apoio político, George Washington (1789-1797) recusou-se a candidatar-se a um terceiro mandato, estabelecendo um precedente que foi adotado pelos presidentes dos EUA nos anos seguintes. Thomas Jefferson (1801-1809) chegou a citar o gesto de Washington para justificar sua aposentaria no fim de seu segundo mandato. Nem mesmo os presidentes populares, como Abraham Lincoln (1861-1865), Ulysses Grant (1869-1877) e Grover Cleveland (1885-1889 e 1893-1897), ousaram mexer na tradição estabelecida pelo "pai da nação". O primeiro que decidiu romper esse acordo foi Theodore Roosevelt (1901-1909). Em 1908, no fim de seu segundo mandato, Roosevelt elegeu seu sucessor, William Taft, e partiu para um safári na África. Em pouco tempo, seus aliados descobriram que Taft era extremamente conservador e pediram a volta do ex-presidente à política. Para evitar a reeleição de Taft, nas eleições seguintes, Roosevelt lançou-se candidato e provocou uma cisão no Partido Republicano. Assim, nem Roosevelt nem Taft foram eleitos. Com os conservadores divididos, quem venceu foi o democrata Woodrow Wilson (1913-1921). Até então, a proibição do terceiro mandato era apenas uma tradição não escrita dos EUA. Para colocá-la na Constituição foi preciso que Franklin Delano Roosevelt (foto), que governou de 1933 a 1945, sobrinho do ex-presidente, fosse eleito para quatro mandatos seguidos. Em março de 1947, o Congresso americano aprovou a 22ª emenda à Constituição, que proíbe que um presidente dos EUA seja reeleito mais de uma vez.

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