Nos jornais, Argentina pede diálogo sobre Malvinas

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, voltaram a elevar o tom no conflito diplomático entre os dois governos em torno da soberania das Ilhas Malvinas (Falklands, para os britânicos). No dia de seu primeiro discurso perante o Comitê de Descolonização do Conselho das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o governo argentino publicou em jornais britânicos um anúncio publicitário de meia página no qual Cristina Kirchner reitera o pedido ao Reino Unido para que "dê uma chance à paz" e se sente para negociar a soberania do arquipélago.

MARINA GUIMARÃES, CORRESPONDENTE, Agência Estado

14 de junho de 2012 | 12h49

Intitulado "Vamos colocar um fim ao colonialismo acatando resoluções das Nações Unidas", o texto afirma que as ilhas do Atlântico Sul - Malvinas, Georgias do Sul e Sandwich do Sul - "são um caso colonial anacrônico". O anúncio é parte do cronograma de ação do governo argentino para recordar o aniversário de 30 anos do fim da Guerra das Malvinas, que durou três meses, deixou um saldo de centenas de mortos e feridos e uma dura derrota para a Argentina. Cristina ressaltou que as ilhas e área marítima circundante estão localizadas no extremo sul do continente americano, a menos de 700 quilômetros da costa argentina e a 14 mil quilômetros de distância do Reino Unido.

"Há 179 anos, no dia 3 de janeiro de 1833, a força naval britânica expulsou as autoridades legítimas argentinas e a população das Ilhas Malvinas. Desde então, a Argentina tem pedido, sem descanso, sua restituição em foros nacionais e internacionais", relatou. Também destacou que, "desde 1965 a ONU adotou 39 resoluções exigindo que o Reino Unido e a Argentina negociem uma solução pacífica para colocar fim na disputa". Além destas, continuou, outras resoluções no mesmo sentido foram adotadas pela Organização dos Estados Americanos (OEA), o Grupo do Rio, a União das Nações Sul-americanas (Unasul), a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) e o Mercosul, entre outros. Porém, lamentou a mandatária argentina. A "Grã-Bretanha se negou, invariavelmente, a cumprir estas resoluções".

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