Nova aliança de oposição ameaça com guerra na Somália

Islâmicos e oposição pretendem substuir governo transitório por meio de diplomacia ou combate

BBC

12 de setembro de 2007 | 15h17

Uma nova aliança foi formada na Somália para derrubar o governo transitório do país. Os islâmicos somalis e os líderes da oposição se reuniram na Eritréia para unir forças nesta quarta-feira, 12. Mais de 300 representantes, incluindo o líder islâmico Xeque Hassan Dahir Aweys (arquiteto da insurgência de Mogadiscio, que recentemente negou as alegações norte-americanas de que ele seria um "terrorista"), aprovaram uma Constituição e uma comissão central. Um porta-voz disse que o novo movimento será chamado "A Aliança da Libertação da Somália" (ALS). Ela visa remover o governo apoiado pela Etiópia por negociação - ou guerra. "Nós temos duas opções - a primeira é a libertação da Somália por confronto militar, a segunda é por esforços diplomáticos" disse Zakariya Mahamud Abdi, porta-voz do Congresso somali. A ALS formará uma comissão central de 191 membros que funcionará como um Parlamento com um comitê executivo de 10 pessoas, a serem elegidos logo. O porta-voz deu um ultimato para as tropas etíopes. "Avisamos à Etiópia para retirar (suas tropas) imediatamente. É agora ou nunca e em poucas semanas eles não terão como retirar" disse Abdi. Após serem derrotados pelo superior Exército etíope em dezembro passado, os islâmicos iniciaram uma retaliação, atacando constantemente a capital do país e inclusive boicotando um encontro para reconciliação mes passado. O premiê etíope, Meles Zenawi, afirma que só retira as tropas se os peacekeepers da União Africana chegarem à Mogadiscio. Sete mil soldados foram prometidos pela UA, mas apenas 1,6 mil ugandenses chegaram.

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