Nova ´camisinha-vibrador´ causa polêmica na Índia

Para críticos, dispotivo é um ´brinquedo-sexual´, mas conta com apoio do governo

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 13h08

Um preservativo vibratório iniciou uma grande polêmica na Índia: o produto deve ser considerado um "brinquedo sexual", o que é proibido no país, ou é apenas um método contraceptivo?O novo preservativo causou escândalo no Estado indiano de Madhya Pradesh porque uma companhia do governo está envolvida na campanha de marketing do produto.O pacote com três preservativos, da marca chamada Crezendo, contém um dispositivo em formato de anel que funciona com pilhas.Segundo os críticos, este dispositivo é um vibrador e deveria ser proibido. Acessórios sexuais e pornografia não são permitidos na Índia.Lançamento discretoO preservativo teve um lançamento discreto em todo o país há três meses. Na época, muitos críticos não notaram que o produto tinha o apoio do governo.A mensagem promocional da companhia Hindustan Latex Limited descrevia o Crezendo como um produto que "fornece grande prazer ao produzir fortes vibrações".A idéia causou revolta entre muitos dos conservadores na Índia, incluindo o ministro de Estradas e Energia de Madhya Pradesh, Kailash Vijayvargiya."Brinquedos sexuais são proibidos na Índia, e o dispositivo vibratório é nada mais do que um brinquedo sexual vendido como preservativo", disse."O trabalho do governo é promover o planejamento familiar e medidas de controle de população ao invés de promover produtos para prazer sexual", acrescentou.A companhia Hindustan Latex afirma que o novo preservativo foi lançado para promover o uso de camisinhas e evitar a transmissão da Aids.´Escolha´"O produto foi lançado com o objetivo primário de cuidar da questão da queda no uso de preservativos", disse o porta-voz da companhia S Jayaraj à BBC. "Uma grande razão citada pelos usuários era a falta de prazer quando eles eram usados.""Então, acrescentamos um anel vibratório para aumentar o prazer. Ajuda a manter o preservativo na posição além de produzir um efeito vibratório", acrescentou.A companhia afirma que o pacote, que custa US$ 3 (cerca de R$ 5,70), foi "bem recebido".A Hindustan Latex rejeitou com veemência as alegações de que seu produto é um "brinquedo sexual", mas se ofereceu para retirar o produto de Madhya Pradesh se o governo do Estado pedir.Conservadores hindus fizeram protestos pedindo que o governo proíba a venda, apesar de a maioria das pessoas nas ruas do Estado se recusar a comentar o assunto.Já aqueles que concordam em discutir a polêmica questão demonstram apreciar o produto. "Está errado protestar contra a medida. É uma questão de escolha pessoal", diz Kunal Singh, morador de Bhopal, capital de Madhya Pradesh."Os fregueses querem algo novo, e este pacote oferece algo novo", afirma o dono de farmácia Ravi Bhannani.

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