Nova chefe de diplomacia da UE diz que quer Estado palestino

Em sua primeira entrevista a jornais europeus, a italiana Federica Mogherini disse também que eleições rebeldes são "ilegais"

O Estado de S. Paulo

04 de novembro de 2014 | 15h25

Sucessora de Catherine Ashton na chancelaria da União Europeia, a ex-ministra de Relações Exteriores italiana Federica Mogherini tomou posse do cargo na segunda-feira. Em uma entrevista a seis jornais europeus, ela destacou, entre outras coisas, a necessidade de colaborar com mais intensidade no Oriente Médio.

"Pela primeira vez, sinto que há uma necessidade de que a União Europeia se faça presente na região, para que haja avanços", disse ela, em trecho destacado pelo espanhol El País. "Talvez não tenha sido assim no passado, mas a política exterior europeia tem ali um enorme potencial, e esta é uma das questões na qual pode ser fácil falar com uma só voz."

Mogherini, segundo o jornal espanhol, não esconde suas preferências: “Meu objetivo é ter um Estado palestino”

O britânico Guardian, que também participou da entrevista coletiva, destacou os comentários de Mogherini sobre as eleições dos rebeldes no leste da Ucrânia, que considera "ilegais e liegítimas".

Para a ministra, a ação rebelde matou a possibilidade de soluções diplomáticas e as sanções contra a Rússia precisam ser revistas como uma opção efetiva de pressão por mudanças políticas na região.

 

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