Nova explosão de bomba no Chile deixa uma mulher ferida

Explosão ocorreu em um supermercado na noite de terça-feira, um dia depois de um atentado deixar 14 feridos na capital do país

O Estado de S. Paulo

10 de setembro de 2014 | 11h42

SANTIAGO DO CHILE - Uma funcionária de limpeza ficou ferida na terça-feira 9 quando uma bomba de fabricação caseira explodiu em um supermercado em Viña del Mar, no Chile, informaram nesta quarta-feira, 10, fontes policiais, um dia depois de um atentado deixar 14 feridos em uma estação de metrô de Santiago.

A explosão ocorreu durante a noite em um supermercado da cadeia Tottus, localizado no setor Gómez Carreño da cidade, a 125 quilômetros de Santiago. A mulher ferida foi identificada como Edith Mardones Gamboa, de 43 anos. A funcionária sofreu danos auditivos e outras lesões causadas pela explosão.

Segundo as fontes, a bomba foi fabricada com uma garrafa de plástico preenchida com material explosivo, moedas e outros objetos metálicos e ácido muriático. O artefato explodiu quando a funcionária mexia em uma caçamba de lixo no estacionamento do supermercado.

Mardones foi levada para um hospital e recebeu alta horas depois. Na segunda-feira, um atentado com bomba deixou 14 pessoas feridas em uma galeria comercial em uma estação do metrô de Santiago. Até agora ninguém assumiu a autoria do crime. Investigações indicam que a explosão pode ter sido planejada de grupos anarquistas.

A polícia procura os responsáveis pelo ataque, que seriam pelo menos três, segundo o promotor encarregado da investigação, Christian Toledo. O atentado é considerado o mais grave ocorrido no Chile desde a volta da democracia, em 1990. Passam pelo local da explosão 150 mil pessoas diariamente.

Na terça, a polícia recebeu 18 avisos de bombas em Santiago, todos falsos. Durante esse ano, ocorreram no Chile cerca de 30 atentados com bombas não esclarecidos pelo Ministério Público e a polícia. O governo anunciou que fará reformas legais para dar mais condições para os dois organismos.

A direção do corpo de Carabineiros anunciou a criação de uma direção Nacional de Inteligência, Drogas e Investigação Criminal. Segundo um comunicado da instituição, o novo organismo terá como objetivo "otimizar os recursos humanos, logísticos e de informação relevantes em torno das áreas de gestão tática e operativa". / EFE

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