Nova frente fria piora situação na China

No total, são mais de 105 milhões os afetados em todo o país, no pior inverno em 50 anos

EFE

04 de fevereiro de 2008 | 04h03

Uma nova frente fria deve chegar nesta segunda-feira nas províncias afetadas pelo pior inverno chinês em 50 anos, onde um forte nevoeiro prejudica a visibilidade, informou a Administração Meteorológica da China. Na manhã de segunda-feira, um denso nevoeiro deixa a visibilidade em apenas cem metros em Chongqing e nas províncias de Guizhou, Anhui, Jiangsu, Zhejiang, Hubei, Jiangxi e Hunan. Uma nova onda de nevascas, chuva e temporais deve chegar até terça-feira em Hubei, Henan, Guizhou e Yunnan. Esta nova frente fria e o nevoeiro agravarão o caos vivenciado nas estradas, trens, portos e aeroportos há três semanas no centro, leste e sul da China. O número de mortos supera os 60, os evacuados são mais de 1,76 milhão, e os imigrantes que esperam nas estações para retornar a suas províncias de origem por causa do Ano Novo Lunar chinês (7 de fevereiro) são mais de três milhões só na estação de Cantão (sul), centro manufatureiro do país. No total, são mais de 105 milhões os afetados em toda China. O caos climático afeta 19 províncias do total de 30 divisões administrativas chinesas, mais de 223 mil imóveis foram derrubados pela neve e pelo gelo, e outros 862 mil foram danificados, segundo os dados do Ministério de Assuntos Civis. Mais de 306 mil soldados do Exército e um milhão de milicianos tentam controlar a situação e ajudar nos trabalhos de socorro. Nas áreas mais afetadas, foram enviados mais de 65.500 profissionais médicos. Os especialistas chineses atribuem ao fenômeno climático "La Niña" as inusitadas baixas temperaturas registradas no país, um fenômeno contrário ao "El Niño", que se originou pela última vez em agosto e que consiste em uma redução de temperaturas na superfície marítima do oceano Pacífico equatorial.

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