Nova geração acirra disputa de poder na Arábia Saudita

 RIAD - Mudanças na monarquia levantam questões sobre reformas econômicas e sociais graduais, com o objetivo de reconciliar tradições islâmicas conservadoras com as necessidades de uma população cada vez mais jovem. Com a morte do príncipe Nayef, seu irmão, o ministro da Defesa e ex-governador de Riad, príncipe Salman, foi apontado como o herdeiro do rei Abdullah. 

Reuters, O Estado de S. Paulo

22 de janeiro de 2015 | 21h48

A indicação de Salman, de 79 anos, não envolveu o Conselho da Aliança - grupo de príncipes montado por Abdullah em 2006 para a sucessão, uma vez que o monarca não tem a obrigação de acatar as recomendações do conselho. Analistas, no entanto, questionam o futuro do sistema projetado para facilitar a transição monárquica. 

O príncipe Nayef, ministro do Interior desde 1975, é o responsável pela construção do extenso aparato de segurança saudita, responsável pelo combate à Al-Qaeda e minorias xiitas descontentes com a Casa de Saud. Após sua morte, seu irmão Ahmed foi indicado para sucedê-lo na pasta, o que alguns analistas veem como um sinal de que ele será o sucessor de Salman. 

Até hoje, todos os reis sauditas são filhos do fundador do reino, o rei Abdulaziz Ibn Saud, morto em 1953. Estima-se que 20 deles ainda estejam vivos, com alguns ocupando postos-chave no governo. A maioria se julga no direito de reivindicar o direito à coroa. 

O processo sucessório pode ficar mais complicado quando o direito à coroa passar para a geração dos netos de Abdulaziz. Os mais importantes no processo político saudita entre eles são o governador de Meca, príncipe Khaled al-Faisal , o governador da província oriental Mohammed bin Fahd e o chefe da Guarda Nacional, príncipe Mohammed bin Nayef. 

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