Nova geração deve assumir comando, preveem analistas

Os três nomes cotados para substituir Raúl têm pouco mais de 50 anos; mudança traria riscos à estabilidade do regime

HAVANA, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2013 | 02h07

De acordo com analistas políticos ouvidos pela agência France Presse, três funcionários do governo cubano poderiam ser indicados para ocupar a presidência de Cuba caso Raúl Castro opte por renunciar. Todos têm pouco mais de 50 anos e integram o governo cubano, ocupando altos cargos.

São eles: Miguel Díaz-Canel, engenheiro elétrico de 52 anos, um dos oito vice-presidentes do país; Marino Murillo, economista, também de 52 anos, e vice-presidente, que coordena as reformas socioeconômicas em andamento na ilha, e Bruno Rodríguez, advogado de 55 anos e chanceler desde 2009, que em dezembro entrou para o Politburo do Partido Comunista Cubano.

Para o economista e analista político Oscar Espinosa Chepe, um futuro presidente de Cuba teria de manter boas relações com as Forças Armadas, qualidade que nenhum desses nomes possui. "Precisamos de gente jovem", afirmou, elogiando o fato de esses possíveis candidatos estarem na faixa dos 50 anos. "Mas o apoio dos militares é fundamental."

"O principal risco é o de uma transição intergeracional mal conduzida. Essas experiência foram desastrosas para partidos comunistas no poder", afirmou o analista Arturo López-Levy, da Universidade de Denver.

"Nenhum desses dirigentes poderá governar Cuba como fizeram Fidel e Raúl Castro. Eles não contam com a legitimidade carismática que é o sinal-chave da liderança histórica (...), portanto (uma possível renúncia de Raúl) será um período de prova no qual esses possíveis candidatos terão de demonstrar a habilidade e a capacidade de levar adiante as reformas já propostas e perfilar a Cuba do futuro", disse o cientista político cubano Carlos Alzugaray. / AFP e G.R.

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