Nova lei israelense impede libertação de palestinos em acordos

Mesma legislação acrescenta mais um nível de punição, além da prisão perpétua, aplicável em decisões de casos hediondos

O Estado de S. Paulo

03 Novembro 2014 | 20h48

JERUSALÉM - Uma nova lei que proíbe a libertação de presos palestinos acusados de assassinato em negociações diplomáticas foi aprovada pelo Knesset - o Parlamento israelense - nesta segunda-feira, 3, de acordo com os jornais Haaretz e Jersualem Post.

A mesma legislação, proposta por congressistas da base do governo de direita, acrescenta mais um nível de punição, além da prisão perpétua, que os juízes podem escolher em decisões de casos hediondos, como ataques terroristas e assassinato de crianças.

Nesses casos, o réu nunca poderá ser solto como parte de negociações diplomáticas e não pode ser solto sob condicional antes de pelo menos 40 anos.

A lei não se aplica aos atuais prisioneiros. Mas poderá ser usada em decisões futuras.

O ministro da Economia de Israel, Naftali Bennett, disse que a lei "traz de volta sanidade e moralidade à política israelense de libertação de terroristas, após anos de descaminhos morais". "Terroristas devem morrer na prisão", disse ele.

 

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