REUTERS/Stringer
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Líder de Mianmar cumprimenta Nobel da Paz após derrota eleitoral

Com 70% das urnas apuradas, partido de Aung San Suu Kyi deve ter maioria no Parlamento do país

O Estado de S. Paulo

12 de novembro de 2015 | 19h46

RANGUN - O presidente de Mianmar, Thein Sein, felicitou ontem a líder opositora Aung San Suu Kyi, ganhadora do Nobel da Paz, pela a vitória de seu nas eleições gerais de domingo e reafirmou sua intenção de reunir-se com ela ao fim da apuração. A aproximação foi elogiada pelo presidente americano, Barack Obama, que telefonou para os dois políticos. 

Com 70% das urnas apuradas, a Liga Nacional para a Democracia (LND) já conquistou 291 das 491 cadeiras em disputa nas duas câmaras do Legislativo de Mianmar e se aproxima da maioria no Parlamento. Em segundo lugar, aparece o governista Partido para a Solidariedade e o Desenvolvimento da União (USDP, em inglês). 

A reunião entre Sein e Suu Kyi deve ocorrer após o fim da apuração. O presidente felicitou ontem a LND por sua vantagem nas eleições. Segundo o partido da Nobel da Paz, um porta-voz do presidente enviou uma mensagem de felicitação após as parciais da apuração darem vantagem à LND.

“Em consonância com os resultados anunciados pela Comissão Eleitoral da União, eu gostaria de felicitar a LND por liderar a corrida pelas cadeiras parlamentares”, disse Ye Htut, porta-voz da presidência de Mianmar. “Em homenagem aos desejos dos cidadãos, o governo realizará uma transferência pacífica de acordo com os prazos previstos.”

Suu Kyi enviou na quarta-feira vários convites para se reunir com Thein Sein e o presidente da câmara baixa, Shwe Mann, assim como com o chefe das Forças Armadas, Min Aung Hlaing, para abordar a reconciliação no país.

Apoio. Obama parabenizou Suu Kyi pela vitória de seu partido, informou a Casa Branca em nota. Obama, em telefonema na noite de quarta-feira, a elogiou por seus esforços incansáveis e o sacrifício ao longo de tantos anos para promover uma Mianmar mais inclusiva, pacífica e democrática, segundo a Casa Branca. 

“O presidente ressaltou que a eleição e a formação de um novo governo podem ser um passo importante na transição democrática de Mianmar”, acrescentou o comunicado.

Obama também telefonou para o atual líder de Mianmar, Thein Sein, na noite de quarta-feira, para parabenizá-lo pela realização das eleições, informou a Casa Branca em comunicado separado.

Mianmar esteve governada por regimes militares desde 1962 até 2011, quando a última junta passou o poder a um governo civil aliado que começou a aplicar reformas políticas, econômicas e sociais.

Suu Kyi passou no total mais de 15 anos sob prisão domiciliar durante a ditadura militar por reivindicar, de maneira pacifica, democracia para seu país. / EFE e REUTERS

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