CLAYTON DE SOUZA/ESTADAO
Soldados do batalhão de desminagem do exército colombiano trabalham em área minada na cidade de Cocorná, no interior da Colômbia CLAYTON DE SOUZA/ESTADAO

A última guerra civil da América do Sul: A paz e o medo das minas terrestres na Colômbia

Mesmo se guerra acabar, colombianos terão de conviver com o perigo enterrado no chão

Pablo Pereira, O Estado de S. Paulo

13 de dezembro de 2015 | 04h00

O agricultor José Ignácio Fernández manejava o facão num roçado quando sentiu o impacto de uma explosão. O machete que cortava o mato detonou uma granada. Os estilhaços arrancaram-lhe a mão, parte do antebraço esquerdo e penetraram também em sua perna esquerda. O acidente, ocorrido em 2006 na localidade de La Esperança, município de Carmen de Viboral, cerca de 60 quilômetros ao sul de Medellín, na Colômbia, afetou ainda a visão e a audição de Fernández.

Hoje, aos 57 anos, ele é uma das 11.233 vítimas – 4.293 civis – de explosões de minas abandonadas registradas até dia 4 pelo país, numa calamidade encontrada em todo o território colombiano que vai se prolongar para além do eventual acordo de paz em negociação com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Somente neste ano, 66 pessoas foram vítimas de explosões.

“É um problema gravíssimo no país”, diz a socióloga Luz Damary Lopez, que trabalha com grupos de vítimas de minas em Cocorná, município a 80 quilômetros de Medellín, a capital de Antioquia, um dos Estados mais afetados pela tragédia dos artefatos explosivos improvisados (AEI), munição sem uso (Muse) e as minas “antipessoais” (MAP). Na manhã do sábado 14 de novembro, o Estado encontrou “Don José” em uma reunião de 12 vítimas – das 68 registradas no município – com amputações, problemas visuais e de surdez provocados por explosões acidentais, além de mães de mortos por minas, todos em busca de ajuda para reparação do rastro de desgraça do conflito armado que atormenta os colombianos desde 1948. 

A reportagem acompanhou também o trabalho de desminagem do Batalhão de Desminagem do Exército (Bides) em três campos de investigação sobre explosivos abandonados no município. Entre 2001 e 2014, o Exército colombiano fez 17.139 operações de desminagem no país e eliminou 107.461 explosivos. Documentos do Exército reconhecem a gravidade da contaminação nas 32 unidades estaduais (Bogotá, a capital, é uma unidade, como Brasília).

Na bela região montanhosa colombiana, com cascatas e rampas perfeitas para prática de esportes radicais, como parapente e asa delta, que foi cenário de intensos combates entre forças do governo, Farc, Exército de Libertação Nacional (ELN) e grupos paramilitares, o drama das vítimas de minas é contundente. Esta foi terra da guerrilha. A apenas 300 quilômetros de Cocorná está Marquetalia, uma cidadela da resistência comunista que deu origem ao Exército Popular das Farc (Farc-EP), em 1965, e até emprestou nome a um míssil da guerrilha, o Marquetalia 64.

Nos próximos dias, o presidente Juan Manuel Santos e o chefe das Farc, Timoleón Jiménez, o “Timochenko”, devem assinar um pré-acordo para a entrega das armas, abrindo outra etapa do processo de pacificação depois de 60 anos de violência. O passo seguinte dessa agenda de acertos deve ocorrer até março, com a formalização do acordo de paz. A principal dúvida que persiste hoje na Colômbia é a reação de outros grupos guerrilheiros, como o ELN, que ainda não entrou na conversa, e os grupos paramilitares. O ELN já divulgou que apoia as negociações, mas ainda não foi chamado à mesa.

Nas primeiras semanas de novembro, enquanto governo e Farc discutiam e as vítimas civis de minas reclamavam do abandono de suas dores numa escola de Cocorná, as Forças Armadas regulares continuavam a combater o ELN em zonas dos Estados de Arauca, Meta e Cauca. Em 22 de novembro, Timochenko tuitou: “Ofensiva militar e paramilitar não para”, denunciando manobras de milícias adversárias na localidade de Argelia, Estado de Cauca. As Farc estão em processo de cessar-fogo desde julho.

Lavouras minadas. No município de Cocorná, que tem 12 mil habitantes, a população chegou a 8 mil quando a guerrilha apertou o cerco a Medellín, nos anos 2000, e milhares de pessoas abandonaram a cidade, chácaras e sítios. Os “desplazados” fugiam dos combates, torturas, perseguição, extorsões e atentados que infernizavam a região. Cada casa tem sua história de tensão e medo dos confrontos entre guerrilheiros, paramilitares e tropas regulares do Exército de Bogotá.

Um levantamento feito no setor de direitos humanos da prefeitura local mostra o impacto da guerra no município. O quadro Violência em Conflito Armado em Cocorná, que contém registros de 1982 a abril de 2015, revela um ambiente macabro: os assassinatos chegam a 2.789; as desaparições forçadas alcançam 391 casos; os sequestros, 303. 

A tabela conta ainda o recrutamento ilegal de meninos e meninas e adolescentes (27); combates, atentados e tiroteios (149); tortura (28); ameaças (441); minas, munição abandonada ou outros artefatos explosivos (70); e denúncias de abandono do local por falta de segurança (29.781).

Mas, desde 2013, com a redução do conflito na região, o fluxo de retorno da população aumentou. Com ela, porém, chegou também o medo de habitar os campos minados. Localidades como San Juan, El Choco, Los Molinos, Campo Alegre e Los Mangos, na área rural, estão no código vermelho no mapa local do Bides. Somente em 2015, 13 minas foram encontradas e eliminadas em três áreas de uma varredura feita metro por metro por soldados em Cocorná.

Desminagem. Na “vereda” Los Mangos, região de acentuadas quebradas de montanhas, o Estado acompanhou a desminagem manual em uma pequena propriedade rural cuja família havia abandonado o local durante o terror. Ao retomar o cultivo de cana, milho e criação de gado, os donos encontraram o mato crescido e as lavouras virando brejo. Los Mangos foi usado como rota de tropas que atravessavam o vale do Rio Tafetane, saindo do município vizinho de Granada, em busca do alto do cerro estreito que oferece visão ampla da região para os dois lados – ideal para observação de deslocamentos militares nas matas ao redor.

Em Los Mangos, os trabalhos já desativaram duas minas abandonadas e a previsão é a entrega da área limpinha em julho. Segundo o prefeito eleito, Johan Ramírez, que assume em janeiro, as pessoas que fugiram estão retornando ao município para aproveitar a limpeza das terras.

Já em Sonsón, município a 113 quilômetros de Medellín, um Cristo crucificado, no alto de um morro, está cercado por balizas vermelhas e placas de “Perigo Minas – Mantenha distância”. Área de conhecida peregrinação à beira da estrada que vai para Nariño, o local passa por desminagem por técnicos da ONG escocesa Halo Trust – entidade autorizada a atuar em seis áreas do país – que trabalham na limpeza do terreno que cerca o monumento. 

“Por esta estrada, os guerrilheiros patrulhavam a cavalo e à noite ninguém passava”, diz o morador Javier Henao Blando, de 59 anos, na rodovia 56, que leva também a Manzanares e Marulanda, a vila fundada em 1877 pelo general Cosme Marulanda, já no Estado de Caldas.

Na primeira semana de novembro, quando a reportagem esteve na região de Sonsón, os técnicos de desminagem da Halo Trust estavam em período de descanso. Os grupos trabalham em campo minado em turnos de 15 dias de buscas por 15 de descanso. “O trabalho é muito estressante”, explica um dos técnicos no acampamento da ONG, montado na entrada da cidade. 

Sonsón é local de turismo religioso, tem cinco igrejas e é conhecida na região também pela produção agrícola. “Temos aqui uma fazenda com 25 mil pés de abacates”, disse Hector Sanches, secretário de governo municipal. A tensão na região persiste. À beira da estrada que liga a cidade a Medellín, as forças regulares mantêm tanques Urutu e Cascavel, de fabricação brasileira.

Tudo o que sabemos sobre:
ColômbiaminasFarc

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Soldado usa as mãos para achar explosivo

Desminagem é arriscada e deixa rastro de mortos e amputados

Pablo Pereira, O Estado de S. Paulo

13 de dezembro de 2015 | 04h00

Sob o sol forte do verão de Antioquia, terra do artista Fernando Botero, o pintor de mulheres volumosas que tem reproduções de seu tocante Pedrito Botero nas paredes humildes do interior colombiano, o trabalho dos soldados no campo minado beira o heroísmo. Protegidos por coletes blindados e capacetes, mas com pernas e braços expostos, eles usam detectores de metais para localizar as minas, mas é com as mãos que limpam, devagar, a vegetação da chácara de Los Mangos. Cada desminador tem de entregar até 15 metros de extensão de terreno limpo por dia. O perigo os acompanha a cada segundo.

“Para garantir a segurança dos soldados não se pode ter pressa em campo minado”, explica o cabo López Gutiérrez, um dos responsáveis pela identificação das áreas sob suspeita de existência de armadilhas explosivas. Em julho, o soldado desminador Wilson de Jesús Martínez, de 37 anos, morreu ao detonar, por acidente, uma mina durante a busca por explosivos em Briceño, cerca de 8 mil habitantes, 180 quilômetros ao norte de Medellín.

O campo minado da Loma El Capitán, na vereda El Orejón, onde aconteceu o acidente, é examinado por um grupo de militares em conjunto com representantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e da ONG norueguesa Ação Popular Noruega (APN). É um projeto piloto que desmonta e elimina as minas como parte do esforço de convivência pacífica que precede o acordo nacional de paz ainda em negociação em Havana.

O temor paralisante das mutilações e o perigo não ocorrem somente entre soldados e colonos nas lavouras e campos. Na zona urbana de Cocorná, Júlio César Ruiz Velásquez, de 46 anos, sofre com as dores nas amputações em suas duas mãos, decepadas há 13 anos quando trabalhava em uma oficina de conserto de eletrodomésticos na cidade. “Era um sábado, estava trabalhando quando o artefato explodiu”, conta. Como ele, Rubiel Villegas Rendón, de 63 anos, também foi vítima dos explosivos. “Perdi dois filhos para esta guerra e uma mina me levou um pé”, recorda. 

Mercado de terras. No entanto, o perigo das minas escondidas não é o único problema das equipes dessa limpeza tensa. Além do cuidado com a desminagem manual, quando o soldado localiza o explosivo e cava ao redor dele com uma colher de jardinagem, por baixo, para evitar contato com gatilhos escondidos, os especialistas têm de observar o oportunismo. 

“Temos de fazer um estudo técnico cuidadoso para evitar os aproveitadores” diz Alexander Martínez, capitão do Batalhão de Desminagem (Bides), que trabalha em Cocorná. “Há terras que não foram contaminadas, mas os proprietários querem obter logo o certificado de desminado e poder faturar no mercado imobiliário rural antes dos outros”, explica.

Na dúvida, os especialistas do Bides vistoriam as áreas com registro de suspeita ou denúncias e as enquadram em protocolos internacionais de desminagem antes das varreduras. Uma comissão de observadores internacionais avalia os dados e fiscaliza caso a caso. 

Atendidos os requisitos de suspeita, como localização de combates, áreas de trânsito de tropas regulares ou guerrilheiras, ou ainda locais de ampla visitação, os desminadores então são chamados para a limpeza. “Como há muitos lugares, precisamos evitar o desperdício de recursos e homens”, argumenta o militar.

Nos campos minados de áreas planas e ao redor de bases e quartéis, o Exército colombiano já usou máquinas para limpar terreno. Tratores ou blindados militares equipados com correntes apresentam resultados mais rápidos. Há também pelotões com cães treinados para a localização dos explosivos.

No entanto, em Cocorná, as máquinas não podem entrar. É terra de quebradas e cerros, com ladeiras íngremes, como a de Los Mangos. Atualmente, segundo o Bides, os militares não têm encontrado as minas industrializadas, que eram mais usadas na proteção dos quartéis. Esse trabalho foi feito entre 2005 e 2010. A herança maldita que apavora e mutila os civis é artesanal. São objetos explosivos improvisados, como garrafas plásticas carregadas com pregos e parafusos e substâncias para detonação.

Há ainda cargas em tubos de PVC ou até pelotas de explosivo com cacos de metais envoltas em fita adesiva. Os detonadores são de vários tipos. Vão de baterias com controle remoto e fios inflamáveis de pólvora preta a seringas de injeção fixadas em bocas de garrafas ou até em baldes e panelas. Os êmbolos são deixados puxados para fora à espera do incauto. Pressionado, ele aciona uma reação química ou elétrica – e bum!

Tudo o que sabemos sobre:
ColômbiaminasexplosivosFarc

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

‘BRASIL TREINA MILITARES COLOMBIANOS’

Para embaixadora do Brasil na Colômbia, governo brasileiro está pronto para ajudar na mediação do acordo de paz com a guerrilha

Entrevista com

Maria Elisa Berenguer

Pablo Pereira, O Estado de S. Paulo

13 de dezembro de 2015 | 04h00

O Brasil contribui com US$ 5 milhões para o programa internacional de ajuda à Colômbia no esforço de eliminação das minas no país, que tem seus 32 Departamentos (Estados) afetados pelo flagelo das minas após quase 60 anos de conflito armado. De acordo com Maria Elisa Berenguer, embaixadora brasileira em Bogotá, o governo brasileiro está pronto para ajudar na mediação do acordo de paz com a guerrilha, mas tem contribuído mesmo é na fase do pós-conflito, em treinamento para limpar partes do território colombiano das minas terrestres e no desenvolvimento da agricultura familiar, que facilitaria o desenvolvimento de locais afetados pelo conflito civil. A seguir, trechos da entrevista concedida por Berenguer ao Estado.

A Colômbia vive dias de tensão sobre um acordo de paz com a guerrilha em Havana. O Brasil participa desse processo?

O Brasil tem dado apoio aos esforços de paz da Colômbia, respaldo que a presidente Dilma Rousseff reiterou em sua visita, em 9 de outubro. Estamos sempre dispostos a contribuir, como foi o caso quando nos foi solicitado, em 2013, com o envio de especialista para auxiliar as partes a chegarem a entendimento no ponto da agenda de negociações sobre distribuição de terras e agricultura. A verdade, no entanto, é que as negociações vêm avançando a passos largos, algo que o governo colombiano e as Farc estão conseguindo sem mediadores. A ajuda brasileira tem sido concentrada em outra dimensão da paz, a do pós-conflito. 

Em qual área? 

Temos dado contribuição importante para a superação dos efeitos do conflito por meio de nossa cooperação em agricultura familiar e desminagem. Esses programas incidem sobre áreas afetadas que são fundamentais para trazer de volta a normalidade e o desenvolvimento. No caso da agricultura familiar, merecem destaque o projeto de compras públicas, financiado pelo Brasil, que está sendo executado pela ONU nos Departamentos de Antioquia e Nariño, e o memorando celebrado entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário do Brasil e o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Colômbia.

Qual a participação no processo de desminagem e qual volume de recursos do Brasil neste programa? 

A Colômbia é, após o Afeganistão, o país com o maior número de vítimas de minas antipessoais (mais de 11.200 casos desde 1990) e se comprometeu, pela Convenção de Ottawa, de 1997, a desminar todo o país até 2021. O Brasil apoia os esforços colombianos há uma década por meio de ações da Junta Interamericana de Defesa (JID) da OEA e, desde 2015, também pela via bilateral. A ação brasileira não se fundamenta na doação de recursos, mas no auxílio, por meio da transferência de conhecimentos, para que a Colômbia desenvolva capacidades próprias em todas as atividades relacionadas à desminagem, o que inclui a atenção às vítimas. É motivo de orgulho que praticamente todos os pelotões colombianos de desminagem se beneficiaram, em alguma medida, da cooperação brasileira. 

O Brasil enviou militares? 

No marco da OEA, o Brasil contribuiu com a cessão de 42 dos 51 militares que já integraram o chamado Grupo de Monitores Interamericanos (GMI), que, desde 2009, é formado exclusivamente por brasileiros. Criado para auxiliar o governo colombiano a criar capacidade nacional em desminagem e assegurar o cumprimento dos padrões internacionais, o GMI capacitou todos os oito pelotões do Exército colombiano e do até recentemente único pelotão da Armada. Também foi o responsável pelo apoio e monitoramento da desminagem de 80 áreas civis e das 35 bases militares que haviam sido rodeadas por minas plantadas pelo Estado. Estima-se que, apenas em cessão de pessoal ao GMI, a contribuição brasileira supere os US$ 5 milhões. Na atenção às vítimas, o GMI elabora protocolos nacionais de investigação de acidentes e apoio médico, além da formação de dezenas de enfermeiros. O GMI também já ministrou cursos de apoio pré-hospitalar e executou diversas atividades de conscientização e de apoio às comunidades afetadas pelas minas. Na OEA, o Brasil tornou-se o único país da região a ceder militares para o chamado Grupo de Assessores Técnicos Interamericanos (Gati), que concluiu, em outubro, um curso de desminagem. A conclusão dessa atividade é estratégica, pois conferiu à Colômbia capacidade para executar todas as etapas da desminagem com pessoal próprio. Até o fim de 2015, o Gati capacitará supervisores nacionais responsáveis pelo controle de qualidade do Batalhão de Desminagem do Exército. 

Qual a situação atual da fronteira Brasil-Colômbia?

Os 1.644 quilômetros de fronteira amazônica entre Brasil e Colômbia foram por muito tempo considerados uma barreira natural, um deserto verde, separando vizinhos cujas relações entre si eram cordiais, porém distantes. Ganharam alguma notoriedade entre os estudiosos, por exemplo, teorias sobre uma “proximidade distante” entre “vizinhos de costas um ao outro”. Felizmente, a situação evoluiu muito nas últimas décadas e o que antes separava hoje é um importante vetor de cooperação que une brasileiros e colombianos. A fronteira é tema de frequentes reuniões de alto nível entre as autoridades dos dois países, sempre no intuito de concretizar a determinação política de ambos os governos no sentido de promover o desenvolvimento e a atenção às populações lindeiras. 

Existe cooperação também em outros setores? 

Sim. Além da Comissão de Vizinhança e Integração, cabe mencionar o diálogo no âmbito da Comissão Binacional Fronteiriça (Combifron), em cujas reuniões representantes das polícias, das Forças Armadas e de órgãos de controle de atividades financeiras trocam informações de inteligência e estabelecem estratégias conjuntas de combate a ilícitos na região, como a mineração ilegal, o tráfico de pessoas, drogas e armas, o desmatamento e a lavagem de dinheiro. A cooperação fronteiriça também contempla uma atenção especial a Letícia e Tabatinga, duas cidades reunidas em um núcleo urbano em plena floresta e onde a integração é uma realidade vivenciada diariamente. Os governos têm buscado reforçar a coordenação na educação, por exemplo, por meio da negociação de projetos de escolas e bibliotecas interculturais. 

Há algum projeto de cooperação comercial?

Sobre o regime especial, existe um acordo para facilitar o trânsito de mercadorias, de 2008, já ratificado por ambos os países, que está em vias de ser promulgado no Brasil. Existe também um acordo de residência, estudo e trabalho para nacionais fronteiriços, de 2010, que está pendente de ratificação pelo Congresso brasileiro.

Tudo o que sabemos sobre:
ColômbiaminasexplosivosFarcBrasil

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.