Hamad I Mohammed/Reuters
Hamad I Mohammed/Reuters

Nova onda de repressão aos protestos na Síria faz 18 mortos

Tropas de Assad mantêm ações violentas mesmo com visita de emissários da Liga Árabe

Efe

30 de dezembro de 2011 | 14h55

CAIRO - Ao menos 18 pessoas morreram nesta sexta-feira, 30, na Síria em uma nova onda de repressão das forças de segurança, que dispersaram os protestos convocados contra o regime de Bashar Assad.

 

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Os Comitês de Coordenação Local informaram sobre a morte de manifestantes em Deraa e Hama. O Observatório Sírio de Direitos Humanos contabiliza que mais de 250 mil pessoas saíram às ruas em diferentes localidades da província de Idlib. O dia de protestos tem grande adesão em todo o país e coincide com a visita da missão dos observadores da Liga Árabe.

 

As maiores manifestações acontecem em Idlib, perto da fronteira com a Turquia e um dos principais redutos da oposição, que foi cenário de 74 manifestações para exigir a queda de al Assad.

 

A repressão das forças de segurança contra os protestos se concentrou em Deraa e Hama, onde morreram 12 pessoas por causa dos disparos, seis em cada província. Os arredores de Damasco também foram afetados pela ofensiva das forças da ordem, que mataram um manifestante em Daraya e outro em Madamieh, e feriram mais de 20 em Duma.

 

A estas vítimas se somam quatro mortos, dois deles soldados desertores em uma emboscada das forças leais a al Assad na província central de Homs. Além disso, os Comitês de Coordenação Local informaram que atrás de uma mesquita de Homs foram encontrados quatro cadáveres, que por enquanto não foram identificados.

 

Enquanto a violência persiste na Síria, os observadores enviados pela Liga Árabe continuam com sua missão de comprovar o cumprimento da iniciativa árabe que estipula o fim da violência, a libertação dos detidos nos protestos e o recuo militar, entre outros pontos.

 

Desde que começaram os protestos em meados de março, mais de 5 mil pessoas morreram pela repressão do regime sírio, que acusa grupos terroristas armados da responsabilidade pelas revoltas populares. 

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