Nova política americana isola ainda mais a Coreia do Norte, diz Seul

Pyongyang já realizou dois testes nucleares, em 2006 e 2009 respectivamente

Efe

07 de abril de 2010 | 04h11

SEUL - A Coreia do Sul expressou nesta quarta-feira, 7, sua satisfação com a nova política nuclear dos Estados Unidos, que, em sua opinião, causará mais isolamento para o regime comunista da Coreia do Norte enquanto mantiver suas ambições nucleares.

 

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Em comunicado, o Governo de Seul aplaudiu a nova estratégia de defesa apresentada nesta terça-feira, 6, por Washington, e afirmou que reforça "seu compromisso de segurança com seus aliados enquanto procura construir um mundo sem armas nucleares".

 

A posição americana, contida no relatório de revisão da postura nuclear, estabelece que os EUA renunciarão a ameaçar ou atacar com armas nucleares os países que respeitem seus compromissos dentro do tratado de não-proliferação.

Sobre os programas nucleares da Coreia do Norte e do Irã, Washington considera que "todas as opções estão sobre a mesa", segundo o secretário de Defesa americano, Robert Gates.

 

Para Seul, a estratégia impulsionada por Barack Obama significa que Washington continuará respaldando com seu poder dissuasório a Coreia do Sul, enquanto Pyongyang seguirá isolada e com crescente pressão por parte da comunidade internacional se mantiver seu programa nuclear.

 

O regime liderado por Kim Jong-il abandonou em dezembro de 2008 de forma unilateral as negociações de seis lados para seu desarmamento nuclear, das quais participavam Coreia do Sul, EUA, China, Rússia e Japão.

 

Esses países pedem que o governo norte-coreano volte à mesa de diálogo, por enquanto sem sucesso. A Coreia do Norte abandonou o tratado de não-proliferação em 2002, e desde então realizou dois testes nucleares, em 2006 e 2009.

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