Nova rebelião em penitenciária do Equador deixa 58 mortos

Em setembro, local havia sido cenário de um dos maiores massacres carcerários da história da América Latina

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2021 | 14h41

QUITO - Uma nova rebelião deixou 58 detentos mortos na mesma penitenciária de Guayaquil, sudoeste do Equador, que em setembro foi cenário de um dos maiores massacres carcerários da história da América Latina, anunciou neste sábado, 13, a comandante da polícia, general Tannya Varela.

A oficial afirmou em uma entrevista coletiva que os confrontos entre os detentos, iniciados na sexta-feira, também deixaram, até o momento, 12 feridos.

A intervenção da polícia para tentar restabelecer a ordem na penitenciária "permitiu salvar vidas", declarou Pablo Arosemena, governador da província de Guayas, que tem Guayaquil como capital.

Grupos de criminosos rivais, vinculados ao narcotráfico, travam uma batalha violenta na penitenciária de Guayas 1. No dia 28 de setembro, 119 pessoas morreram na mesma prisão, no pior massacre da história carcerária do Equador e um dos mais graves da América Latina.

O local -- que tem 8.500 presos, uma superpopulação de 60%, segundo os dados oficiais -- é cenário de atos de violência desde então. Após a rebelião de setembro, outros 15 detentos foram assassinados, o que elevou o balanço para 134 mortos até este sábado.

As rebeliões carcerárias no Equador provocaram mais de 250 mortes de prisioneiros desde o início do ano. Em fevereiro, 79 presidiários morreram em distúrbios simultâneos em quatro centros penitenciários.

O massacre de setembro levou o governo equatoriano a declarar estado de exceção para o sistema penitenciário por 60 dias. Soldados apoiam a polícia na segurança das 65 prisões do país.

Os presídios equatorianos têm capacidade para 30 mil pessoas, mas somam uma população de 39 mil, 30% acima de sua capacidade. /AFP

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