Nova réplica de tremor deixa 3 mortos e mais de mil feridos

China decreta luto de 3 dias e interrompe trajeto da tocha olímpica seis dias após terremoto que matou 32 mil

Reuters e Associated Press,

18 de maio de 2008 | 13h53

Três pessoas morreram e mais de mil foram feridas em uma nova réplica do terremoto que causou a morte de mais de 32 mil na China. Segundo a agência de notícias oficial Xinhua, o novo tremor de magnitude 5.7 atingiu a já devastada cidade de Jiangyou. Centenas de casas foram danificadas, além de 377 quilômetros de estradas e seis pontes. Mortos por tremor chegam a 32 mil e China declara lutoDois são resgatados na após 139 horas soterradosPremiê Wen afaga vítimas e reforça popularidade  Ouça o relato da jornalista Cláudia Trevisan Mapa da destruição na China Entenda como acontecem os terremotos  Especial: antes de depois da tragédiaVídeo com imagens do terremoto Vídeo com imagens do resgate  O governo chinês decretou neste domingo um luto oficial de três dias pelos mortos no terremoto que devastou a província de Sichuan na segunda-feira da semana passada. O Conselho de Estado disse que o luto começará na segunda-feira e incluirá três minutos de silêncio, a partir das 14h28 (horário local), exatamente uma semana após o devastador terremoto de 7.9 graus na escala Richter ter atingido a China central. O governo chinês informou que o número oficial de mortos no desastre chegou a 32.477 pessoas, e o de feridos a 220.109. O governo acredita que o número final de mortos no desastre deverá ultrapassar 50 mil, porque apenas na província de Sichuan 9.500 pessoas estão soterradas sob os escombros. Todas de atividades públicas de lazer serão suspensas por três dias a partir de amanhã. Os organizadores da Olimpíada de Pequim disseram que a passagem da tocha olímpica foi suspensa por três dias "para expressar o profundo luto às vítimas do terremoto."  Equipes de resgate tiveram que amputar as pernas de uma mulher que foi resgatada após ficar sob os escombros durante seis dias, na cidade de Yinxiu, informou a agência oficial de notícias da China, a Xinhua. A agência também informou que um homem sobreviveu com "leves ferimentos" após ter ficado soterrado por 139 horas nas ruínas de um hospital. Mas esses são casos cada vez mais isolados.  Na cidade de Beichuan, próxima ao epicentro do terremoto, poucos pais esperançosos de encontrar filhos vivos nas ruínas das escolas permaneciam nas ruas, enquanto soldados retiravam corpos dos escombros. Dezenas de corpos, enrolados em sacos azuis, eram vistos perfilados em uma rua. "Em breve, será muito tarde," para encontrar sobreviventes, disse Koji Fujiya, vice-líder da equipe japonesa de resgate, que retirou dez cadáveres de uma escola neste domingo. "Quem sabe, trabalhando duro, a gente ainda consiga encontrar mais alguma pessoa com vida," nas ruínas, ele disse.  Wu Hai, um socorrista chinês que veio da província vizinha de Yunnan para ajudar no resgate, disse que os corpos na cidade já estão em um estágio intermediário de decomposição. "É claro que existem muitos corpos soterrados aqui. O pessoal daqui diz que vários milhares de pessoas foram soterradas pelo terremoto," ele disse. Especialistas em terremotos dizem que as vítimas soterradas são capazes de sobreviver um semana ou um pouco mais, dependendo de fatores como a temperatura e se encontram água para beber. A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse neste domingo que as condições dos sobreviventes ainda são precárias e pediu pronta ação para evitar surtos de epidemias. Segundo a OMS, falta suprimento de água potável e as instalações sanitárias não são adequadas.  "Garantir um suprimento de comida e água potável, além de restaurar as condições sanitárias, são um elemento crítico, porque quando isso falta aparecem as rotas de transmissão de doenças," disse Hans Troedsson, representante da OMS na China. Neste domingo, as ameaças de enchentes, provocadas por avalanches de terra que assorearam rios, parecem ter diminuído, informou a Xinhua.

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