Nova tecnologia vai detectar armas do Iraque

Nos quatro anos desde a saída dos inspetores de armas da ONU do Iraque, a revolução digital tornou seus equipamentos menores, mais leves, mais rápidos, mais precisos e mais fáceis de usar, informa o The New York Times em sua edição de hoje. Segundo o jornal, milhões de dólares em fundos comerciais e antiterrorismo aceleram a corrida tecnológica, abrindo novas perspectivas para a detecção de armas.De acordo com o NYT, especialistas dizem que os avanços darão aos inspetores, que devem chegar a Bagdá no próximo dia 25, uma vantagem tecnológica no mundo do esconde-esconde das armas iraquianas, assim como nova força para desarmar o Iraque. Entre os novos desenvolvimentos, estão:- Satélites espiões tão poderosos que suas fotografias podem mostrar detalhes de fábricas, prédios e arsenais.- Sensores em miniatura que podem monitorar o ar, a água e o solo, em busca de indícios de armas de destruição em massa.- Novos detectores portáteis de germes que podem rapidamente checar instalações à procura de antraz, peste e outros agentes biológicos letais.- Sistemas de radar que podem penetrar no solo, para rastrear túneis e casamatas.Segundo o NYT, Hans Blix, chefe das equipes de inspeção da ONU, disse recentemente a inspetores em treinamento em Viena que a experiência e o conhecimento humanos ainda serão indispensáveis. Mas, continuou ele, "novos e poderosos meios de verificação" agora entrarão em cena.Analistas militares sublinham, contudo, que os fabricantes de armas iraquianos tiveram quatro anos para refinar seus métodos de ocultar e despistar, e entendem perfeitamente a nova abordagem da ONU, segundo o jornal.As inspeções no Iraque começaram em 1991. Após repetidas falhas de cooperação, os inspetores deixaram o país em dezembro de 1998. Horas depois de sua saída, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha iniciaram três dias de bombardeios aéreos.De acordo com o NYT, a Agência de Inteligência da Defesa dos EUA afirma que, na pior hipótese, o Iraque pode estar reconstruindo seu programa nuclear, retomando a produção de agentes nervosos mortais como o sarin e o VX e correndo para fabricar armas biológicas.

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