Nova testemunha incrimina Fujimori em massacre

Uma nova testemunha revelou a juízes anticorrupção que o ex-presidente Alberto Fujimori sabia das atividades do grupo paramilitar Colina e até se entristeceu ao saber que em uma operação em que morreram 15 civis uma criança também foi assassinada. O depoimento, que foi divulgado nesta quinta-feira pelo jornal Perú 21, fornece evidências que podem comprometer Fujimori no massacre, embora o ex-presidente afirme não ter nenhum vínculo com esse grupo. Segundo o Perú 21, o informante disse que Fujimori, logo após o massacre em Barrios Altos, em 1991, expressou a vários membros do Colina, entre os quais ele próprio, sua porfunda tristeza pelo ?erro inaceitável? que constituiu o assassinato de um menino de oito anos. Além disso, o capitão Santiago Martín Rivas, chefe do Colina, teria dito que ?o presidente nos felicitou pelo trabalho realizado, mas está muito aborrecido com a morte do menino?. O depoimento foi prestado sob o amparo dos benefícios oferecidos a testemunhas que colaboram com um inquérito, e cuja identidade é protegida pelo decreto 595-CRL, que lhes faculta o anonimato. O massacre de Barrios Altos ocorreu quando membros do Colina irromperam em uma festa na qual se suspeitava que estivessem presentes elementos subversivos. Eles abriram fogo contra os participantes, matando 15 pessoas, entre as quais o menino. Por este episódio e também pelo assassinato de nove estudantes e um professor da Universidade La Cantuta em Lima, no ano seguinte - também atribuído ao Colina -, foi aberto um processo contra Fujimori e a Justiça peruana pediu sua extradição.

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