DIRK WAEM / BELGA / AFP
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Nova variante da covid-19 é detectada na Bélgica e em Israel

Casos foram confirmados em pessoas que fizeram viagens internacionais recentemente; dois casos suspeitos seguem em análise em Israel

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2021 | 13h16
Atualizado 26 de novembro de 2021 | 13h30

Os governos da Bélgica e de Israel anunciaram nesta sexta-feira, 26, a confirmação dos primeiros casos da nova variante da covid-19, inicialmente detectada na África do Sul, dentro de suas fronteiras. Em ambos os casos, as pessoas infectadas fizeram viagens internacionais recentemente, o que aumenta ainda mais a preocupação de países que lidam com novas ondas da pandemia e reimpõem medidas restritivas.

O governo belga comunicou que a variante foi detectada em um teste colhido no dia 22 de novembro, em um passageiro não vacinado que chegou do exterior. Em uma rede social, o virologista belga Mark Van Ranst, colaborador do instituto nacional de saúde pública do país, afirmou que a pessoa voltou do Egito em 11 de novembro.

"Temos que repetir que é uma variante suspeita, não sabemos se é uma variante muito perigosa", disse Frank Vandenbroucke, ministro da Saúde do país, apesar de ter mencionado que alguns países europeus estão fechando as portas para viajantes procedentes de vários Estados do sul da África por "precaução". 

O caso israelense foi detectado em um passageiro de um voo vindo do Malawi, de acordo com o comunicado do ministério da Saúde do país. Outros dois casos de pessoas que chegaram do exterior também estão sendo investigados. As três pessoas, que já estavam vacinadas contra o coronavírus, estão confinadas.

O primeiro-ministro Naftali Bennett convocou uma reunião de emergência com autoridades da área da saúde para examinar a situação e os riscos. Por precaução, África do Sul, Lesoto, Botsuana, Zimbábue, Moçambique, Namíbia e Eswatini foram incluídos na lista vermelha sanitária do país, após o anúncio da descoberta da nova variante.

O movimento também foi acompanhado na Europa. O Reino Unido iniciou hoje a proibição de entrada de pessoas procedentes de seis países da África (os mesmos de Israel, a exceção de Moçambique). Vários países, como Alemanha, França e Itália, que também anunciaram proibições nesta sexta.

Em meio ao levante de proibições, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que vai propor a ativação do "freio emergencial para interromper os voos procedentes da região do sul da África" durante uma reunião prevista para as próximas horas.

"A situação está evoluindo muito rápido, queremos ter as máximas garantias para frear a expansão desta variante", disse à France-Presse um porta-voz da Comissão Europeia./ AFP

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