Ebrahim Noroozi/ AP
Ebrahim Noroozi/ AP

Nova York afirma estar em alerta máximo após ataque que matou general iraniano

Prefeito Bill de Blasio diz que ameaça terrorista, que já é comum na cidade, mudou de estágio com morte de Qassim Suleimani

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de janeiro de 2020 | 16h57

Autoridades de segurança da cidade de Nova York entraram nesta sexta-feira, 3, em estado de alerta máximo para uma possível retaliação do Irã a um ataque aéreo dos Estados Unidos em Bagdá, na quinta-feira, 2, que matou Qassim Suleimani, comandante militar mais destacado de Teerã, disse o prefeito Bill de Blasio.

Dado seu histórico, a cidade mantém uma vigilância constante contra possíveis ataques terroristas, mas o prefeito disse que a ameaça mudou consideravelmente levando em conta os recursos que um Estado como o Irã tem em comparação com organizações não-estatais como a Al Qaeda ou o Estado Islâmico.

“É um mundo de diferença”, disse De Blasio em uma coletiva de imprensa. “Temos de supor que esta ação nos coloca em um estado de guerra de fato”, disse o prefeito.

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De Blasio e autoridades graduadas da polícia convocaram a coletiva de imprensa depois que o Irã prometeu se vingar do ataque que eliminou Suleimani, arquiteto da influência iraniana no Oriente Médio.

O Departamento de Polícia de Nova York tem divisões de inteligência e contraterrorismo e agentes posicionados em 14 postos estrangeiros, todos os quais vêm sendo bem financiados desde os ataques de 11 de setembro de 2001 que destruíram as Torres Gêmeas do World Trade Center.

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