Nova York aprova recomendação contra termo racista

O Conselho Municipal de Nova York aprovou nesta quarta-feira uma resolução recomendando que os cidadãos não usem colocações racialmente pejorativas que tenham histórico ligado à escravidão. Leroy Comrie, integrante do Conselho e responsável pela medida, começou seus esforços semanas atrás no início do mês da história negra, para recomendar aos nova-iorquinos a voluntariamente parar de usar a palavra "nigger" (corresponde a "negro" em português. Na língua inglesa, o termo tem uma conotação depreciativa e racista).A proposta gradualmente ganhou visibilidade e apoio nacional. "Pessoas estão usando-a fora de contexto", disse Comrie. "Pessoas estão denegrindo a si mesmas ao usar a palavra, e desrespeitando sua história, desrespeitando a história de um povo e de um país, e também se colocando em uma luz negativa que precisamos corrigir".Outras comunidades aprovaram medidas similares, e um colégio historicamente para negros no Alabama recentemente promoveu uma conferência para discutir o termo degradante, que também é de uso comum de jovens.Em Nova York, favoráveis à medida se juntaram no City Hall, muitos usando pequenos broches com um pequeno "N" branco em um círculo cortado por uma tarja vermelha, em sinal semelhante à proibição de placas de trânsito.O preconceito racial tem histórico nos Estados Unidos. O termo "nigger" era usado livremente até a era dos Direitos Civis, em 1960. O termo aceitável utilizado para designar descendentes de africanos nos EUA é "African Americans", mas principalmente grupos de hip-hop utilizam amplamente o vocábulo. O famoso boxeador Muhammad Ali, ao se recusar a ir servir na guerra do Vietnã, disse "Não tenho nada contra nenhum Vietcongue. Nenhum vietnamita nunca me chamou de ´nigger´ (negro)".

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