Nova York lembra a tragédia

Sob forte esquema de segurança policial em meio ao estado de alerta contra possível novo ataque terrorista, o dia começou mais cedo hoje para os nova-iorquinos com os tributos em homenagem às vítimas aos ataques às torres gêmeas. Dos cinco grandes distritos da cidade (Manhattan, Brooklyn, Queens, Staten Island e Bronx) partiram procissões lideradas por bandas de gaitas de foles, tambores e baterias tocadas por policiais. Às 6 horas da manhã (7hs de Brasília), por exemplo, uma das procissões se concentrou na entrada da Ponte do Brooklyn em direção à Manhattan.Centenas de pessoas acompanharam os policiais na travessia da Ponte, boa parte delas bastante emocionada, aplaudindo e chorando ao som da banda. O ponto final das procissões será em "Ground Zero" (marco zero), local onde se encontravam as torres do World Trade Center e onde às 8h30 (horário de Nova York) tem início a cerimônia com as famílias das vítimas.Participarão dessa cerimônia o governador de Nova York, George Pataki, o prefeito Mike Bloomberg e o ex-prefeito Rudolph Giuliani, que lerá todos os nomes das vítimas. A leitura será interrompida apenas às 8h46 e às 9h03 (quando as torres foram atingidas pelos aviões) e às 9h59 (quando a primeira torre desabou). Várias ruas de Manhattan estarão fechadas ao trânsito, especialmente próximo ao prédio da Organização das Nações Unidas, onde amanhã será realizada a Assembléia Geral, e também próximo ao prédio da Grand Central Station, a principal estação de trem de Nova York. Além de barreiras policiais nas ruas e nas pontes e túneis da cidade, há também um forte policiamento pela guarda costeira e também nos céus da cidade com aviões de caça.

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