Jamie McCarthy/Getty Images/AFP
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Nova York libera salões e refeições ao ar livre

Pelo menos 300 mil trabalhadores deverão voltar a circular por Manhattan, de acordo com as autoridades locais

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2020 | 05h00

Duas semanas após dar início a uma diminuição das restrições de mobilidade por causa da pandemia do novo coronavírus, a cidade de Nova York reabriu na segunda-feira, 22, serviços não essenciais, como restaurantes, que poderão oferecer refeições do lado de fora, cabeleireiros, salões de beleza e imobiliárias. 

Na cidade onde 22 mil pessoas morreram de covid-19, pelo menos 300 mil trabalhadores deverão voltar a circular por Manhattan, de acordo com as autoridades locais. O prefeito Bill de Blasio afirmou na segunda-feira que se trata de “um passo gigante”. “É aqui que está a maior parte da nossa economia”, disse.

Ainda assim, com os estabelecimentos limitando sua capacidade máxima para garantir o distanciamento social, a quantidade de pessoas que retornavam ao trabalho parecia ser uma fração daquela que em outro momento se acotovelava em metrôs lotados e em elevadores.

“É bom voltar ao normal, mesmo que não seja 100% normal", disse Kiki Boyzuick, de 45 anos, que trabalha em um escritório de recursos humanos no centro de Manhattan, o mais famoso distrito da cidade. 

Na segunda pela manhã, em um horário em que Midtown, onde fica o maior conglomerado de arranha-céus do município, ficava lotado de trabalhadores, as calçadas permaneciam vazias e os vagões do metrô ainda pareciam relativamente ociosos.

O prefeito disse que, embora algumas empresas relutem em reabrir seus escritórios no verão, ele as incentivará a trazer trabalhadores de volta ao serviço presencial no outono. “Quanto mais as pessoas veem que está funcionando, mais elas querem voltar”, disse.

Hoje, Nova York registra menos de 100 novos casos de covid-19 por dia – no começo de abril, o número de infectados aumentava em mais de 6 mil notificações diárias.

Apesar da autorização de reabertura, a retomada da economia está em fase embrionária e são visíveis os sinais deixados pela pandemia nas ruas da cidade, com muitos imóveis trazendo faixas de locação. “Muitos dos nossos clientes que compram flores semanalmente foram embora”, contou Sam Karalis, dona de uma floricultura no bairro elegante Upper East Side. “Eles têm casa nos Hamptons ou ao norte. Por que voltariam?”, questionou. / NYT e AFP

 

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