REUTERS/Mike Segar
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Nova York ordena que pessoas trabalhem de casa e proíbe reuniões

Governador do Estado anunciou que todos os trabalhadores de locais não essenciais devem ficar em casa e que reuniões estão proibidas

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2020 | 13h21

LOS ANGELES E NOVA YORK - Após a Califórnia determinar que cerca de 40 milhões de pessoas não deixem suas casas, o Estado de Nova York decidiu que todos os trabalhadores não essenciais façam o mesmo. 

A pandemia mudou a vida em grande parte dos Estados Unidos, fechando escolas e empresas, levando milhões a trabalhar de casa e  forçando muitos a deixar o emprego e reduzir drasticamente viagens.

"Esta é a ação mais drástica que podemos tomar", disse o governador Andrew Cuomo em uma entrevista coletiva anunciando que emitiria uma ordem executiva para determinar que 100% da força de trabalho não essencial fique em casa e todas as empresas não essenciais fechem. 

A ordem será aplicada com multas e fechamentos obrigatórios para empresas que não estão em conformidade, disse ele. Nova York possui 7.102 casos positivos. A taxa de hospitalização é de 18%. Dos casos, 4.408 estão na cidade de Nova York, a mais populosa dos EUA, com 8,5 milhões de pessoas.

O governador defendeu a fabricação de respiradores e máscaras protetoras para poder lidar um aumento esperado nos casos. "Os respiradores são para esta guerra o que os mísseis eram para a Segunda Guerra Mundial", disse Cuomo.

As restrições vem em um momento em que os casos de coronavírus nos Estados Unidos ultrapassaram as 10.000, levando a ações mais abrangente, mesmo de líderes estaduais que estavam relutantes em impor mudanças na vida cotidiana.

No Texas, o governador Greg Abbott declarou estado de calamidade de saúde pública pela primeira vez desde 1901, e emitiu uma ordem executiva para interrupção dos serviços de restaurantes e bares. A medida também determina o fechamento de escolas e a proibição de reuniões de mais de 10 pessoas em todo o Estado.

O condado mais ao sul da Flórida, o que inclui o arquipélago de Florida Keys, ordenou o fechamento de todos os hotéis. A mudança, no auge da temporada de turismo, deverá causar um duro golpe na economia local. / Reuters, EFE e NYT 

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