Nova York proíbe manifestação gigante pela paz

O Departamento de Parques e Recreação da cidade de Nova York proibiu a realização de uma megamanifestação contra a guerra, no Central Park, que coincidiria com uma convenção do Partido Republicano, sob a alegação de que o protesto será "grande demais". O grupo Unidos pela Paz e pela Justiça, que organiza o protesto previsto para 29 de agosto, anunciou que recorrerá da decisão. O prefeito da cidade é Michael Bloomberg, um político do Partido Republicano.O departamento de parques de Nova York impediu que o grupo realize uma concentração no Great Lawn (Grande Gramado) depois de alguns quilômetros de passeata. A área solicitada pelos organizadores é freqüentemente utilizada para a realização de eventos de grande porte no Central Park.Ainda não houve resposta para o pedido de permissão para a passeata - apresentado separadamente ao Departamento de Polícia de Nova York. Ao negar a autorização, autoridades municipais alegaram que o evento previsto para 29 de agosto excederia a capacidade de 80.000 pessoas da área requisitada, o que "poderia causar graves danos" ao parque. Ao apresentar a autorização, o grupo informou que a previsão de comparecimento é de 250.000 pessoas.Em sua apelação, o grupo planeja citar eventos que superaram a capacidade alegada do Great Lawn. Entre os eventos com mais de 80.000 pessoas já realizados nessa área estão um show da dupla Paul Simon & Art Garfunkel, que reuniu 400.000 pessoas em 1981 e uma manifestação antinuclear que reuniu 750.000 pessoas em 1982. Este último é considerado o maior protesto da história da cidade.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.