Nova York reforça segurança após ataques dos EUA contra o EI

Nova York reforça segurança após ataques dos EUA contra o EI

FBI diz que ação americana na Síria e no Iraque pode estimular a realização de atentados dentro do território americano 

Cláudia Trevisan, enviada especial / Nova York, O Estado de S. Paulo

25 de setembro de 2014 | 15h59


NOVA YORK - As autoridades de Nova York anunciaram nesta quinta-feira, 25, o reforço da segurança na cidade, em resposta à elevação do risco de potenciais ataques terroristas em meio ao acirramento do conflito entre os Estados Unidos e organizações extremistas, entre as quais o Estado Islâmico (EI).

"O agravamento da tensão com a comunidade terrorista internacional é inegável. Também é inegável que esta região é um alvo potencial para atividades ofensivas", declarou o governador de Nova York, Andrew Cuomo. As medidas foram divulgadas antes de o primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, ter anunciado a descoberta em seu país de planos de ataques aos metrôs de Nova York e Paris. Em entrevista na cidade americana, onde participa da Assembleia-Geral da ONU, Abadi afirmou que a ameaça ainda não foi debelada.

Abadi declarou que o plano envolve militantes estrangeiros do EI no Iraque, entre os quais americanos e franceses. "Hoje, enquanto estou aqui, estou recebendo relatos de Bagdá de que houve prisões de alguns elementos e havia redes dentro do Iraque (...) para atacar os metrôs de Paris e dos EUA", afirmou. "Eles não são iraquianos."

Na segunda-feira, os EUA atacaram pela primeira vez bases do EI na Síria, duas semanas depois de iniciar o bombardeio a posições da organização no Iraque. Os americanos também atingiram células do grupo Khorasan, que estaria planejando ataques aos EUA, segundo o governo de Washington.

Nota enviada pelo FBI e o Departamento de Segurança Interna a departamentos de polícia na terça-feira alertou para o risco de os ataques aéreos contra a Síria e o Iraque estimularem a realização de atentados por indivíduos ou grupos localizados dentro dos EUA.

A porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Caitlin Hayden, disse nesta quinta que o governo americano ainda não havia confirmado o plano mencionado pelo primeiro-ministro iraquiano. Hayden afirmou que os EUA iriam revisar as informações antes de se pronunciarem. "Nós tomamos qualquer ameaça seriamente e sempre trabalhamos para corroborar as informações que recebemos de nossos parceiros."

Na quarta, o Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade resolução que tenta dificultar o fluxo de combatentes estrangeiros para as fileiras do EI e outros grupos extremistas. O serviço de inteligência dos EUA estima que 15 mil pessoas de outros países se juntaram às fileiras das organizações na Síria, dos quais 3 mil seriam ocidentais.

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