Nova York se blinda para as cerimônias do 11 de Setembro

Policiamento é reforçado na cidade; memorial será inaugurado no local do antigo World Trade Center.

Alessandra Corrêa, BBC

10 Setembro 2011 | 21h30

A cidade de Nova York lembra neste domingo os dez anos dos atentados de 11 de setembro de 2001 sob o temor de novos ataques e um forte esquema de segurança.

O reforço no policiamento da cidade - assim como em Washington e Shanksville (no Estado da Pensilvânia), onde os atentados também deixaram vítimas e onde também serão realizadas cerimônias neste domingo - já era previsto em razão dos eventos.

A segurança, no entanto, foi redobrada nos últimos dias, depois que o governo recebeu informações de que a rede extremista Al-Qaeda planeja novos ataques contra os Estados Unidos.

O aumento da presença policial é visível em toda a cidade. Na Penn Station, estação ferroviária por onde passam trens de todo o país, é possível ver vários policiais e até militares armados.

Cães farejadores da polícia podem ser vistos em estações de metrô à procura de possíveis artefatos explosivos. Estacionamentos subterrâneos, pontes e túneis e outros locais com potencial para virar alvo de explosões estão sendo intensamente averiguados.

A área ao redor do marco zero - local onde ficavam as Torres Gêmeas do World Trade Center, derrubadas nos atentados - permaneceu aberta neste sábado, atraindo muitos turistas, que fotografavam as obras vigiados por inúmeros policiais. O local será palco da principal cerimônia.

Neste domingo, porém, as principais ruas da região ficam fechadas para o tráfego, com grandes restrições à passagem de pedestres.

O presidente Barack Obama, que na manhã de sábado se reuniu com a cúpula da seguança para discutir as medidas adotadas para prevenir novos ataques, disse que os Estados Unidos vão "permanecer vigilantes".

Em seu pronunciamento semanal, Obama mencionou as ameaças de novos ataques. "Nós estamos fazendo todo o possível para proteger nosso povo. E não importa o que apareça no nosso caminho, como nação resiliente que somos, nós seguiremos em frente", afirmou.

Cerimônia

A cerimônia no marco zero começa às 8h35 deste domingo (horário de Nova York, 9h35 em Brasília) e será acompanhada pelo presidente Obama e pelo ex-presidente George W. Bush (que governava o país na época dos atentados), além de várias outras autoridades, artistas e dos familiares das quase três mil pessoas mortas nos ataques.

Durante a manhã, os presentes irão ler os nomes dos mortos nos ataques de 2001 e também no atentado anterior ao World Trade Center, em 1993, quando um carro-bomba explodiu em um estacionamento.

A cerimônia será interrompida por seis vezes. Às 8h46, o primeiro minuto de silêncio marca o momento exato em que o primeiro avião sequestrado pelos extremistas da Al-Qaeda, o voo 11 da American Airlines, chocou-se contra a Torre Norte do World Trade Center. Ao mesmo tempo, igrejas e templos em toda a cidade deverão fazer soar seus sinos.

Outros cinco minutos de silêncio vão marcar o choque do voo 175 da United Airlines contra a Torre Sul, o colapso de cada uma das torres, o momento do ataque ao Pentágono, em Washington, e o momento em que o voo 93 da United Airlines, também sequestrado, caiu em Shanksville.

Depois de encerrada a cerimônia, as famílias das vítimas poderão pela primeira vez visitar o Memorial do 11 de Setembro, construído no marco zero, que será aberto ao público a partir de segunda-feira.

Diversos outros eventos serão realizados neste domingo para marcar os dez anos dos atentados. Após deixar Nova York, o presidente Obama acompanha ainda as cerimônias em Shanksville e no Pentágono.

Em Nova York, além da programação oficial, a passagem da data é lembrada também com diversas homenagens, exposições e instalações que podem ser vistas em museus, igrejas e nas próprias ruas da cidade. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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