Nova York superou o trauma, mas ainda teme novos ataques

Para prefeito, Michael Bloomberg, a cidade se reergueu 'mais rápido do que se pensava' e é hora de 11/9 ficar no passado

Denise Chrispim Marin, O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2011 | 00h00

CORRESPONDENTE / WASHINGTON

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, afirmou ontem que a cidade superou o trauma dos ataques de 11 de setembro de 2001. Quase ao mesmo tempo, seu antecessor, Rudolph Giuliani, disse ter receio de novos atentados e sugeriu aos Estados Unidos que mantenham suas tropas no Afeganistão "até que essa parte do mundo pare de planejar vir aqui e nos matar".

Empossado em janeiro de 2002, Bloomberg coordenou parte da reconstrução da cidade. O memorial no chamado Marco Zero, o terreno onde desabaram as torres do World Trade Center, deu lugar a um complexo de novos arranha-céus - o próprio Bloomberg doou US$ 15 milhões para o projeto e tentou afastar previsões de que Nova York jamais se recuperaria da tragédia.

"Esse era o temor de então, que os maus tempos ficassem para sempre na cidade. Estou feliz porque nada disso aconteceu. A cidade reergueu-se mais rápido do que se pensava", afirmou ontem. "Nunca nos esqueceremos da devastação do que ficou conhecido como Marco Zero. Mas chegou o momento de chamar esses 16 hectares pelo nome: World Trade Center Museu Nacional do 11 de Setembro", completou Bloomberg.

O antecessor Giuliani estava no comando da cidade quando os atentados aconteceram. Em almoço na sede do Clube Nacional da Imprensa, em Washington, o ex-prefeito foi questionado sobre suas ambições nas eleições de 2012. Ele chegou a concorrer nas primárias republicanas em 2008, mas teve de desistir. Agora, é apontado como provável vice na chapa de dois possíveis nomes de seu partido, Rick Perry e Mitt Romney, e como uma alternativa aos pré-candidatos à presidência. "Se nós (republicanos) estivermos muito desesperados, eu posso concorrer", disse. "Sabe qual seria meu slogan? Você não pode fazer pior."

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