Benjamin Norman/NYT
Benjamin Norman/NYT

Nova York tira 80 mil do trabalho remoto e reabrirá dia 3 de maio

Com a convocação dos funcionários públicos, prefeito quer mostrar que logo a cidade estará aberta para negócios

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2021 | 05h00

NOVA YORK - Desde o ano passado, a cidade de Nova York tem estado à sombra de uma pandemia letal, com funcionários públicos e do setor privado sendo forçados a trabalhar em casa. Mas com os casos de infecção parecendo se estabilizar e as vacinações se tornando mais difundidas, as autoridades municipais pedirão a cerca de 80 mil servidores públicos que comecem a trabalhar de forma presencial a partir de 3 de maio. 

A decisão do prefeito Bill de Blasio de trazer de volta aos escritórios a maior força de trabalho municipal dos EUA representa uma reviravolta significativa para uma cidade que foi epicentro nacional da pandemia do coronavírus e passou a simbolizar o risco de viver em capitais densamente povoadas.

O objetivo da mudança é transmitir que a cidade de Nova York logo estará aberta para negócios e encorajar as empresas privadas a seguirem o exemplo – levando esperança aos proprietários dos arranha-céus que estão praticamente vazios desde que os funcionários dos escritórios foram trabalhar em casa.

“Vamos torná-la segura, mas precisamos de nossos funcionários municipais de volta a seus escritórios, onde possam fazer o máximo para ajudar seus companheiros nova-iorquinos”, disse de Blasio ontem. “Isso também enviará uma mensagem poderosa sobre o avanço desta cidade.”

Em todo o país, os líderes municipais e estaduais enfrentam a questão de como e quando reabrir com segurança, já que o pior da pandemia parece ter passado. Em geral, Nova York tem sido mais cautelosa do que lugares como o Texas, que suspendeu as restrições às máscaras e permitiu que as empresas reabrissem totalmente.

Mesmo assim, a mudança em Nova York causou preocupação entre alguns trabalhadores e líderes sindicais, que temem que o retorno seja prematuro. A cidade de Nova York tem uma das taxas de casos de coronavírus mais altas do país. Muitos trabalhadores terão de se deslocar por uma hora ou mais no transporte coletivo. Outros terão de conciliar os horários escolares presenciais de seus filhos com os novos requisitos de trabalho.

A nova política, que será implementada em fases ao longo de várias semanas, afetará cerca de 80 mil funcionários que trabalham remotamente, incluindo assistentes sociais, especialistas em informática e funcionários administrativos. O restante da força de trabalho da cidade – de cerca de 300 mil pessoas –, incluindo policiais e bombeiros, já estão em seus locais de trabalho.

A vacinação não será obrigatória para quem retorna ao cargo por questões legais. As autoridades municipais estão incentivando seus funcionários a se vacinarem e estão tentando facilitar o processo. Uma pesquisa entre funcionários públicos feita em janeiro indicou que a hesitação em se vacinar variava significativamente por agência, e a prefeitura não tem uma estimativa de quantos funcionários já haviam sido vacinados. O uso de máscaras será encorajado, mas não exigido. / NYT

 

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