Nova York volta ao normal. É hora de pagar a conta.

Os trens do metrô trepidando por debaixodas ruas era sinal seguro, hoje de manhã, de que Nova Yorkvoltou ao normal. Todos os jornais da cidade traziam fotografiasda Times Square e os teatros da Broadway com seus luminosos apleno brilho na noite anterior. Agora é limpar a sujeira econtar o prejuízo. A prefeitura estima ter perdido quase US$ 800milhões em impostos e ter gasto mais de US$ 10 milhões em horasextras para policiais, bombeiros, lixeiros e outros funcionáriosa fim de socorrer os nova-iorquinos que, em alguns casos,ficaram 29 horas sem energia elétrica. O pior blecaute já registrado nos Estados Unidos acabouoficialmente em Nova York às 21h03 de ontem, quando a ConEdison,companhia responsável pelo fornecimento, anunciou que todos oscerca de três milhões de consumidores contavam com energiaelétrica outra vez. Mas conseqüências do desastre ainda devemser sentidas até o começo da semana. Nos supermercados emercearias, faltam produtos; nas ruas, o lixo fede; e noAeroporto LaGuardia, por exemplo, passageiros acampados nossaguões desde sexta-feira eram informados hoje que só teriam vôona segunda-feira. Em Manhattan, as regiões boêmias de Chelsea e do East Villagesó tiveram a luz de volta depois das 21 horas dasexta-feira. Até então, moradores ou freqüentadores dos bareslocais passeavam pelas ruas com lanternas nas mãos, na cabeça ouno pescoço. Proprietários de restaurantes improvisaram mesas comvelas nas calçadas para não perder a freguesia. Quando aslâmpadas dos postes se acenderam, a cena lembrava a dacelebração do ano-novo. Ouviram-se aplausos, gritos e atéParabéns a Você.

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