Nova Zelândia admite que seria milagre encontrar mais sobreviventes de terremoto

Equipes de resgate continuam com as tarefas de busca 48 horas depois do terremoto, mas o primeiro-ministro neozelandês, John Key, pede à população que seja realista

Efe,

24 de fevereiro de 2011 | 00h57

SYDNEY - As autoridades da Nova Zelândia reconheceram nesta quarta-feira, 23, que seria um milagre encontrar mais sobreviventes após o terremoto de Christchurch, que deixou 75 mortos e cerca de 300 desaparecidos.

 

As equipes de resgate, 48 horas depois do terremoto de 6,3 graus de magnitude na escala Richter, continuam as tarefas de busca das pessoas soterradas sob os escombros.

 

"Temos esperança de encontrar alguém vivo, mas cada hora que passa essa possibilidade diminuiu", declarou à televisão o chefe dos socorristas, o policial Russel Gibson.

 

O primeiro-ministro neozelandês, John Key, pediu à população que seja realista.

"Não quero dizer que ninguém sairá vivo. Por todo o mundo vimos casos milagrosos de gente resgatada semanas depois do desastre. Não devemos perder a esperança, mas precisamos ser realistas", indicou John Key.

 

Key declarou na terça-feira o primeiro estado de emergência nacional na história do país, para ter acesso imediato aos fundos necessários para ajudar os desabrigados e para a reconstrução.

 

Acredita-se que entre 50 e 100 pessoas estão enterradas sob as ruínas da sede da rede local CTV, entre eles 20 estudantes japoneses, jornalistas e policiais que tentaram evacuar o edifício.

 

A polícia considera que é muito perigoso seguir adiante com a operação de resgate, mas especialistas em resgate do Japão e de outros países deslocados para Christchurch continuam buscando entre os escombros com a ajuda de cães farejadores.

 

Algumas vítimas foram resgatadas nas últimas horas, mas as equipes de salvamento já pensam mais em tirar corpos do que encontrar sobreviventes.

Neste momento, 80% dos distritos da cidade estão sem energia elétrica e água potável.

 

A empresa de consultoria J.P. Morgan estima que o terremoto custará ao governo neozelandês e às seguradoras US$ 12 bilhões em indenizações às vítimas e despesas de reconstrução.

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