Fiona Goodall/REUTERS
Fiona Goodall/REUTERS

Nova Zelândia afirma ter vencido 'mais uma vez' o novo coronavírus

Restrições impostas em Auckland são suspensas após cidade registrar 12 dias sem novos casos de covid-19

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de outubro de 2020 | 04h05

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, anunciou nesta segunda-feira, 5, a suspensão das restrições impostas em Auckland para frear a segunda onda da epidemia do novo coronavírus no país. Segundo ela, a Nova Zelândia "venceu o vírus novamente".  

A primeira onda de coronavírus foi contida no final de maio após um confinamento nacional. O arquipélago chegou a registrar 102 dias seguidos sem contágios locais

Mas em agosto surgiu um novo foco na maior cidade do país, o que levou as autoridades a ordenar um novo confinamento para 1,5 milhão de habitantes de Auckland, que durou três semanas, no início de setembro.

Há 12 dias a cidade não registra novos casos. Ardern disse que a epidemia está sob controle e elogiou os habitantes que tiveram que se submeter a um novo lockdown. 

"Os moradores de Auckland e os neozelandeses se submeteram a um plano que funcionou duas vezes. E venceram o vídeos mais uma vez", disse a primeira-ministra. 

Êxito muito oportuno para Ardern, que concorre à reeleição no próximo dia 17. Ela é a favorita para permanecer à frente do governo. 

A partir de quarta-feira à noite, Auckland passará ao nível 1 de alerta sanitária, que já está em vigor no resto do país. 

Isto significa que não há restrições para reuniões públicas. 

Uma das consequências é que a segunda partida de rúgbi entre Nova Zelândia e Austrália, pela Copa Bledisloe, poderá acontecer no dia 18 de outubro no Eden Park, em Auckland, com o estádio lotado. 

O país, que tem 5 milhões de habitantes, registrou 25 mortes por covid-19 desde o início da pandemia e menos de 1,9 mil casos. Nesta segunda-feira, 5, havia 40 casos ativos do coronavírus. 

Ardern pediu que a população se mantenha alerta e lamentou o pouco uso do aplicativo oficial de rastreamento de covid-19 e a queda no número de testes realizados./AFP

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