Marty Melville/AFP
Marty Melville/AFP

Nova Zelândia impõe confinamento a asilos de idosos

Primeira-ministra Jacinda Adern não descarta adiar eleições gerais marcadas para setembro

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2020 | 04h15

AUCKLAND - Os asilos de idosos foram confinados nesta quarta-feira, 12, na Nova Zelândia em função de um novo surto de casos de covid-19. A decisão foi anunciada pela primeira-ministra Jacinda Ardern, que não descartou adiar as eleições gerais previstas para setembro no país.

"Tenho consciência que será difícil para aqueles que têm entes queridos nestes estabelecimentos, mas é a melhor forma de protegê-los e cuidar deles", explicou Ardern, que quer evitar que as casas de repouso dos idosos se tornem focos de contágios.

Na terça-feira, a primeira-ministra ordenou a volta do confinamento por três dias a partir desta quarta-feira na maior cidade da Nova Zelândia, Auckland, após o surgimento, pela primeira vez em 102 dias, de casos de coronavírus transmitidos localmente.

A chefe do governo, cuja política de luta contra a pandemia foi elogiada no mundo todo, anunciou a identificação de quatro casos da doença em uma família de Auckland. A origem da infecção era desconhecida.

A Nova Zelândia, que registrou no total 22 óbitos na população de 5 milhões de habitantes, não confirmava um caso de transmissão dentro de seu território desde 1º de maio. Em relação ao possível adiamento das eleições previstas para 19 de setembro, Ardern declarou que estava estudando o assunto com a Comissão Eleitoral, "simplesmente para garantir que teremos todas as opções ao alcance". Ela não informou quando tomará uma decisão sobre o tema./AFP

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