Vincent Thian/AP Photo
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Nova Zelândia proíbe venda de fuzis de assalto

Primeira-ministra neozelandesa Jacinda Ardern ainda anunciou medidas provisórias para evitar uma enxurrada de compras antes da entrada em vigor da proibição

AFP, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2019 | 00h36
Atualizado 21 de março de 2019 | 02h55

WELLINGTON (NOVA ZELÂNDIA) - A primeira-ministra da Nova Zelândia Jacinda Ardern anunciou nesta quinta-feira, 21, a proibição imediata da venda de fuzis de assalto e outras armas longas semiautomáticas no país.  A medida é uma resposta ao ataque contra duas mesquitas em Christchurch, que deixaram 50 mortos.

"Anuncio que a Nova Zelândia proibirá todas as armas semiautomáticas de estilo militar", disse Ardern. "Também proibiremos todos os fuzis de assalto". Ela ainda anunciou medidas provisórias para evitar uma enxurrada de compras antes da entrada em vigor da proibição.

Na última sexta-feira, 15, o supremacista branco australiano Brenton Tarrant utilizou um fuzil de assalto nos ataques contra duas mesquitas de Christchurch, em um massacre transmitido ao vivo pelo agressor no Facebook.


Reconhecimento das vítimas

A Polícia da Nova Zelândia anunciou nesta quinta-feira, 21, que todas as 50 vítimas dos ataques em Christchurch foram identificadas. Isso permite que todos os funerais possam ser realizados.

"Posso dizer que foi concluído o processo de identificação dos corpos de toda as 5o vítimas", declarou o comissário de polícia Mike Bush. "Todas as famílias já foram notificadas."

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