Adam Dean / The New York Times
Adam Dean / The New York Times

Nova Zelândia reabre mesquitas que foram atacadas e multidão 'marcha por amor'

Cerca de 3 mil pessoas caminharam por Christchurch em homenagem às vítimas dos ataques às Mesquitas Al Noor e Linwood

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de março de 2019 | 19h45

CHRISTCHURCH - As duas mesquitas localizadas na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, que foram sofreram ataques a tiros no último dia 15, reabriram suas portas neste sábado, 23. Muitos sobreviventes estavam entre os primeiros a entrar para rezar pelas 50 vítimas do atentado.

Na mesquita de Al Noor, onde mais de 40 vítimas foram mortas, as orações foram retomadas, com policiais armados no local, mas sem nenhuma lembrança gráfica do ataque armado, o pior da história da Nova Zelândia.

Aden Diriye, que perdeu seu filho de três anos, Mucad Ibrahim, no ataque, retornou à mesquita com seus amigos.

“Estou muito feliz”, disse ele, depois de rezar. “Alá é ótimo para nós. Eu voltei assim que a reconstruímos, para rezar.”

A maioria das vítimas do tiroteio, que a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern rapidamente denunciou como ataque terrorista, era imigrante ou refugiada, e suas mortes reverberaram no mundo islâmico.

O príncipe El Hassan bin Talal, da Jordânia, que visitou a mesquita de Al Noor, disse que o ataque violentou a dignidade humana. “É um momento de profunda angústia para todos nós, toda a humanidade”, afirmou.

A Nova Zelândia está sob um alerta de segurança reforçado desde o ataque, com Ardern se movimentando com uma nova lei banindo alguns tipos de armas usadas no tiroteio de 15 de março.

No começo do dia, cerca de 3.000 pessoas andaram por Christchurch, em uma “marcha pelo amor”, enquanto a cidade tenta se curar da tragédia. / Reuters

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