Nova Zelândia suspende estado de emergência por terremoto

Pais sofreu há cerca de duas semanas sismo de magnitude 7 na escala Richter

Efe

16 de setembro de 2010 | 01h08

SIDNEY, AUSTRÁLIA - As autoridades da Nova Zelândia suspenderam nesta quinta-feira, 16, o estado de emergência no sul do país, quase duas semanas depois do terremoto de magnitude 7 na escala Richter que causou uma morte e grandes danos materiais.

O fim da medida significa que a polícia e o exército deixarão de ter poderes especiais para supervisionar a segurança dos trabalhos de reconstrução, principalmente na cidade de Christchurch, a mais afetada pelo terremoto.

A maioria dos colégios e serviços públicos voltam a funcionar com regularidade, enquanto as centenas de pessoas que ficaram sem suas casas foram realocadas.

O tremor aconteceu na madrugada do último dia 4, a 28,4 quilômetros de profundidade, com epicentro no mar, 31 quilômetros ao noroeste de Christchurch.

A Comissão de Reivindicações pelo Terremoto calcula que os danos, só em imóveis, superarão os dois bilhões de dólares neozelandeses (cerca de US$ 1,4 bilhão).

Uma pessoa morreu, vítima de um ataque do coração, e dezenas ficaram feridas, duas com gravidade, em decorrência do tremor, que derrubou fachadas inteiras de edifícios e danificou o pavimento de ruas.

Cerca de 100 mil casas na região de Canterbury (metade do total) ficaram afetadas pelo tremor, e o governo declarou o toque de recolher em Christchurch durante as primeiras noites para evitar saques em lojas e mercados.

A Nova Zelândia, que está na falha entre as placas tectônicas do Pacífico e da Oceania, sofre cerca de 14 mil terremotos por ano. A maioria é de baixa intensidade, mas entre 100 e 150 têm força suficiente para serem percebidos.

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