Novas armas dão contorno de guerra civil à crise síria

Cenário: Mark Landler / NYT

O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2012 | 03h08

Com as evidências de que armas novas e poderosas estão chegando a Bashar Assad e a combatentes da oposição, a sublevação sangrenta na Síria deixa o governo do presidente americano, Barack Obama, numa posição cada vez mais difícil no momento em que o conflito mostra sinais de se transformar em guerra civil. A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, diz acreditar que a Rússia esteja enviando helicópteros de ataque que Assad poderia usar para intensificar a repressão contra opositores. Moscou insiste que só fornece a Damasco armas para serem usadas em defesa própria.

Os ferozes ataques do governo são uma resposta às táticas e armamentos enviados às forças de oposição, que recentemente receberam mísseis antitanques mais poderosos da Turquia e apoio financeiro de Arábia Saudita e Catar, segundo informaram os próprios membros do Conselho Nacional Sírio (CNS), o principal grupo de oposição no exílio.

O uso de helicópteros contribui para uma sensação crescente de que, como disse Hervé Ladsous, chefe das tropas de paz da ONU, o combate pode ser caracterizado como guerra civil. Na terça-feira, o CNS mostrou-se cauteloso com relação à afirmação de Hillary, sugerindo que o envio de armas da Rússia para a Síria não é segredo há vários meses.

Membros do CNS descreveram também os esforços para suprir de armas as forças de oposição, em especial com armamentos antitanques entregues por veículos do Exército turco na fronteira, onde são, em seguida, repassados por contrabandistas para os sírios. / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

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