Miraflores Palace/Reuters
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Novas cédulas de bolívar entram em circulação no dia 16, diz Maduro

Presidente venezuelano afirmou que Banco Central do país recebeu 60 milhões de unidades de notas de 500 bolívares, 4,5 milhões de 5 mil e 2,9 milhões de 20 mil

O Estado de S. Paulo

10 Janeiro 2017 | 08h14

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou na noite de segunda-feira, 9, que novas cédulas de bolívar entrarão em circulação na semana que vem, em 16 de janeiro, após um atraso de um mês que provocou conflitos no país, deixando pelo menos quatro mortos.

"Pedi que, a partir de segunda-feira, 16 de janeiro, os novos bilhetes comecem a entrar em circulação", anunciou o presidente em uma reunião com empresários, divulgada por rádio e televisão. De acordo com Maduro, o Banco Central recebeu da empresa fabricante 60 milhões de unidades de notas de 500 bolívares, 4,5 milhões de 5 mil e 2,9 milhões de 20 mil. Segundo ele, essas cédulas "vão pra rua".

A forte desvalorização da moeda local e a inflação - a mais alta do mundo - obrigou o governo a atualizar os valores disponíveis. A cédula de mais alto valor, a de 20 mil bolívares, vai superar em 200 vezes a de 100 (equivalente a US$ 0,15), que era a de maior valor até então.

Esse bilhete deveria sair de circulação em 15 de dezembro, mas atrasos em sua substituição causaram falta de dinheiro e graves confrontos. Quatro pessoas morreram, e centenas de lojas foram saqueadas. Diante disso, Maduro teve de prorrogar duas vezes a vigência da nota de 100.

Segundo ele, a retirada aconteceu por causa das "máfias" que retêm esse papel-moeda nas fronteiras com Colômbia e Brasil com objetivo de desestabilizar a economia venezuelana. Maduro declarou que, com essa medida "audaciosa e necessária", o governo conseguiu recuperar 80% do total de notas de 100 bolívares. / AFP

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