Novas eleições na Tunísia devem levar ao menos seis meses, diz premiê

Mohamed Ghannouchi reiterou que irá libertar presos políticos e criar comissão contra corrupção

Efe

17 de janeiro de 2011 | 18h07

CAIRO - O primeiro-ministro da Tunísia, Mohamed Ghannouchi, afirmou nesta segunda-feira, 17, que o novo governo de seu país necessita de pelo menos 6 meses para organizar novas eleições.

 

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Em uma entrevista concedida ao canal de televisão Al Arabiya, Ghannouchi afirmou que "o governo necessita de no mínimo 6 meses prévios para organizar eleições gerais".

 

O primeiro-ministro reiterou que o novo Executivo irá liberar os presos políticos e criará uma comissão para investigar casos de corrupção política e irregularidades.

 

Assim mesmo, lançou uma advertência contra "os que causam caos na segurança" e disse que as autoridades não os tolerarão.

 

Um especialista na constituição da Tunísia, Al Sadeq bil Eid, disse à Al Arabiya que no país nunca houve um caso como este.

 

"De qualquer forma, há de se organizar as eleições segundo o artigo que contempla a ausência de presidente", disse.

 

Ghannouchi anunciou hoje que um Executivo de "unidade nacional", que inclui os três partidos de oposição legais, e seis ministros do governo anterior do presidente Zine el Abidine Ben Ali, que fugiu na sexta a noite para a Arábia Saudita.

 

Segundo o ministro do Interior, Ahmed Fría, 78 pessoas já morreram durante confrontos populares no país.

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