U.S. Geological Survey/ REUTERS
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Novas fendas se abrem perto de vulcão em atividade no Havaí

Rachaduras no solo liberam lava e gases tóxicos na maior ilha de arquipélago; estradas foram bloqueadas e moradores, evacuados

O Estado de S.Paulo

06 Maio 2018 | 15h49

A erupção do vulcão Kilauea, o mais ativo do Havaí, provocou a destrução de cinco casas e o deslocamento de 1,7 mil pessoas na região de Leilane Estates, na maior ilha do arquipélago americano. Uma série de terremotos, associados à erupção, fez com que rachaduras no solo surgissem no solo ao longo do fim de semana, liberando lava e gases tóxicos. 

+ Kilauea, em constante atividade

Um comunicado do Observatório Vulcanológico do Havaí, divulgado neste domingo, informa que oito fendas no solo foram identificadas após a erupção. A última delas se abriu na noite deste sábado, 5. Algumas dessas fissuras expelem jatos de lava de até 70 metros de altura. O dióxido de enxofre, gás que deixa a qualidade do ar "extremamente perigosa", também escapa através das rachaduras, mesmo aquelas que já deixaram de liberar magma.

A defesa civil do Havaí advertiu que a erupção está aumentando e deve continuar, e destacou a imprevisibilidade do fenômeno natural. Sobre a alta atividade sísmica na região desde o começo da semana, o observatório apontou um aumento nos últimos dois dias, marcado por um tremor de magnitude 6,9 na quinta-feira e um de magnitude 5 na véspera, que desencadeou a erupção do vulcão. Em 48 horas, especialistas registraram 152 tremores de magnitudes 2 e 3 localizados a menos de 5 quilômetros da cratera.

Todos os moradores das regiões de Leilani Estates e Lanipuna Gardens receberam uma ordem de evacuação obrigatória na última quinta-feira. O Kilauea, de 1.247 metros de altura, entrou em erupção às 16h45 locais de quinta-feira, 3. O vulcão é um dos mais ativos do mundo e um dos cinco ativos da Big Island, maior ilha do arquipélago, formado por 137 ilhas. / AFP 

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