Novas regras anticovid para não vacinados entram em vigor na Itália

Mesmo com cerca de 75% da população totalmente imunizada, governo decide apertar o cerco contra os não vacinados

Redação - O Estado de S.Paulo

ROMA - Mesmo com cerca de 75% da população totalmente imunizada, o governo da Itália decidiu apertar o cerco contra os não vacinados contra a covid-19. A partir desta segunda-feira, 6, entra em vigor o que está sendo chamado de “superpasse verde”, certificado de vacinação, recuperação ou teste negativo necessário para ônibus, metrô, trens e hotéis. 

O documento também é obrigatório para locais de trabalho, viagens de longa distância e a maioria dos locais fechados e atividades de lazer, como restaurantes, teatros, cinemas e jogos de futebol.

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O “superpasse” entra em vigor a três semanas antes do Natal e diante do aumento nos números diários de casos e mortes. O objetivo, segundo o governo da Itália, é enfrentar a quarta onda da covid. Para complementar, novas restrições estão sendo adotadas localmente, com cada vez mais regiões reintroduzindo a obrigatoriedade do uso de máscaras. 

'Superpasse verde' de visitante é checado na entrada do Fórum Romano, em Roma, um dia antes de exigência entrar em vigor, em 6 de dezembro  Foto: Remo Casilli/Reuters

O certificado deverá ser utilizado nas regiões classificadas como “amarela” e “laranja”, de forma permanente, enquanto que nas áreas consideradas “brancas”, de baixo risco de contaminação, será válido durante o período das festas de fim de ano. 

Para o primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, as medidas são necessárias para “preservar a normalidade” e “dar segurança” à temporada de férias. O premiê reduziu a validade do documento de 12 para 9 meses, determinou a extensão da obrigatoriedade de vacinação para professores e policiais, além dos profissionais de saúde, e proibiu a entrada de viajantes que tenham transitado por África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Moçambique, Namíbia e Zimbábue nos 14 dias anteriores à chegada na Itália.

Na semana passada, o premiê defendeu mais rigor contra os não vacinados, propondo uma lei para punir os profissionais de saúde que não se imunizaram. “O governo deve intervir no assunto, porque não é certo os profissionais de saúde não vacinados estarem em contato com doentes.”

A Itália está enfrentando uma nova onda de infecções, embora em menor grau do que outros países europeus. O país vem registrando cerca de 15 mil novos casos diários e a ocupação das UTIs está lentamente aumentando, o que também influencia o cerco do governo aos não vacinados./REUTERS e AP

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Mesmo com cerca de 75% da população totalmente imunizada, governo decide apertar o cerco contra os não vacinados

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ROMA - Mesmo com cerca de 75% da população totalmente imunizada, o governo da Itália decidiu apertar o cerco contra os não vacinados contra a covid-19. A partir desta segunda-feira, 6, entra em vigor o que está sendo chamado de “superpasse verde”, certificado de vacinação, recuperação ou teste negativo necessário para ônibus, metrô, trens e hotéis. 

O documento também é obrigatório para locais de trabalho, viagens de longa distância e a maioria dos locais fechados e atividades de lazer, como restaurantes, teatros, cinemas e jogos de futebol.

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'Superpasse verde' de visitante é checado na entrada do Fórum Romano, em Roma, um dia antes de exigência entrar em vigor, em 6 de dezembro  Foto: Remo Casilli/Reuters

O certificado deverá ser utilizado nas regiões classificadas como “amarela” e “laranja”, de forma permanente, enquanto que nas áreas consideradas “brancas”, de baixo risco de contaminação, será válido durante o período das festas de fim de ano. 

Para o primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, as medidas são necessárias para “preservar a normalidade” e “dar segurança” à temporada de férias. O premiê reduziu a validade do documento de 12 para 9 meses, determinou a extensão da obrigatoriedade de vacinação para professores e policiais, além dos profissionais de saúde, e proibiu a entrada de viajantes que tenham transitado por África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Moçambique, Namíbia e Zimbábue nos 14 dias anteriores à chegada na Itália.

Na semana passada, o premiê defendeu mais rigor contra os não vacinados, propondo uma lei para punir os profissionais de saúde que não se imunizaram. “O governo deve intervir no assunto, porque não é certo os profissionais de saúde não vacinados estarem em contato com doentes.”

A Itália está enfrentando uma nova onda de infecções, embora em menor grau do que outros países europeus. O país vem registrando cerca de 15 mil novos casos diários e a ocupação das UTIs está lentamente aumentando, o que também influencia o cerco do governo aos não vacinados./REUTERS e AP

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