Novas regras inviabilizam ação da oposição na Venezuela

Novas regras anuciadas pelo Conselho Eleitoral Nacional da Venezuela impõem à oposição de Hugo Chávez um prazo de quatro dias para coletar 2,4 milhões de assinaturas pedindo um referendo sobre o mandato do presidente. Com isto, a esperança da oposição em retirar Chávez do poder pelo voto popular ainda este ano estão terminadas. Além do prazo curto, o presidente do Conselho Eleitoral, Francisco Carrasquero, mencionou outras regras que dificultam a coleta de assinaturas. Os formulários de assinaturas serão impressos pelo conselho; autoridades eleitorais fiscalizarão a coleta; quem assinar a petição terá que deixar sua impressão digital no formulário. Caso a oposição consiga a façanha, o conselho terá 30 dias para decidir se as assinaturas são válidas. Em seguida, caso valide as assinaturas, o conselho marcará uma data para o referendo, mas dentro de um prazo de 97 dias. Mesmo que tudo isso aconteça, o referendo ficaria para o ano que vem. Carrasquero disse que as novas regras foram aprovadas por unanimidade no conselho. A oposição a Hugo Cháves tentou pedir o referendo para encurtar o mandato do presidente venezuelano uma vez este ano. Mas, como começou a coletar assinaturas antes da metade do atual mandato de Chávez, o Conselho Eleitoral invalidou o pedido em 17 de setembro. Nesta ocasião, 3,2 milhões de assinaturas foram coletadas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.