Manuel de Almeida/EFE/EPA
Manuel de Almeida/EFE/EPA

Novas restrições podem afetar Natal dos europeus; leia análise

Embora as novas medidas não prejudiquem tanto a economia como no ano passado, analistas dizem que elas podem prejudicar a recuperação de varejistas e empresas ligadas à hospitalidade

François Murphy e Paul Carrel*, Reuters, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2021 | 05h00

À medida que os casos aumentam novamente, vários governos da Europa começam a retomar limites às atividades, variando de um lockdown total, na Áustria, a um parcial, na Holanda, e restrições aos não vacinados, em partes da Alemanha, República Checa e Eslováquia.

A opção por mais ou menos restrições depende de vários fatores locais, incluindo taxas de vacinação, obrigatoriedade de máscaras e disponibilidade de doses de reforço. A Alemanha disse que novas medidas serão decididas com base nas taxas de hospitalização. Na França, o presidente, Emmanuel Macron, acredita que o alto nível de imunização seja suficiente para evitar futuros lockdowns.

O Reino Unido, país com o maior número de infecções da Europa, já determinou a terceira dose para compensar a redução da proteção das duas primeiras e ajudar a manter a economia britânica aberta.

Embora as novas medidas não prejudiquem tanto a economia como no ano passado, analistas dizem que elas podem afetar a recuperação até o Natal, especialmente de varejistas e de empresas ligadas à hospitalidade.

A ameaça de um lockdown total na Alemanha, maior economia da Europa, no entanto, seria mais sério. “Uma paralisação total na Alemanha seria uma notícia muito ruim para a recuperação econômica da Europa”, disse Ludovic Colin, gerente da gestora de ativos Vontobel. “Seria exatamente o que vimos em julho e agosto deste ano em partes do mundo onde a variante Delta se disseminou e a covid voltou.”

A pressão sobre as UTIs na Alemanha ainda não atingiu seu pico, segundo o ministro alemão da Saúde, Jens Spahn, que pediu às pessoas que reduzam os contatos para ajudar a conter a quarta onda de contágio. “Como será o Natal, não me atrevo a dizer. Só posso dizer que depende de nós.”

A chanceler, Angela Merkel, disse, na quinta-feira, que a Alemanha limitará grande parte das atividades públicas em áreas onde os hospitais estão se tornando perigosamente cheios de pacientes com covid. A Saxônia, região mais atingida do país, estuda a possibilidade de fechar cinemas, teatros e estádios de futebol. O Estado tem a menor taxa de vacinação da Alemanha. 

* SÃO JORNALISTAS

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