Iranian Presidency via AP
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Novas sanções impostas a Teerã violam acordo nuclear, diz presidente iraniano

Após o anúncio de Washington, Hassan Rohani prometeu que irá ‘resistir’ e sempre respeitará os compromissos internacionais

O Estado de S.Paulo

19 Julho 2017 | 08h12

DUBAI, EMIRADOS ÁRABES UNIDOS - O presidente iraniano, Hassan Rohani, disse nesta quarta-feira, 19, que as novas sanções econômicas impostas pelos EUA ao Irã violam o acordo nuclear firmado entre Teerã e as potências mundiais, e prometeu que irá "resistir", informou a emissora estatal.

O governo Trump impôs as novas sanções ao Irã na véspera em razão do programa de mísseis balísticos e disse que as "atividades malignas" de Teerã no Oriente Médio minaram quaisquer "contribuições positivas" vindas do acordo nuclear firmado em 2015.

"Algumas das ações dos americanos são contra o espírito e mesmo a carta do (acordo nuclear). Nós vamos resistir a esses planos e ações", disse Rohani, segundo a emissora estatal do Irã. "Um dos planos dos americanos é agir de tal maneira que faria o Irã dizer que não está seguindo seus compromissos. Acho que os americanos vão fracassar, já que nós vamos sempre respeitar nossos compromissos internacionais.”

O Parlamento do Irã concordou na terça-feira em discutir medidas, incluindo o aumento no financiamento do programa de míssil, como forma de retaliação às sanções de Washington, relatou a mídia estatal.

A decisão dos EUA é "inútil", disse o Ministério das Relações Exteriores do Irã em um comunicado, no qual pediu ao presidente americano, Donald Trump, para aliviar as sanções. Segundo o Ministério, Washington tomou esta decisão em razão de sua "incapacidade de convencer seus aliados europeus a saírem do acordo" nuclear.

As autoridades iranianas afirmaram que, em represália, sancionarão "novos indivíduos e entidades americanas que tenham atuado contra o povo iraniano e outros povos muçulmanos da região”. O governo dos EUA anunciou na terça-feira sanções contra 18 indivíduos e entidades iranianas, proibindo-os de fazer transações com americanos e seus bens congelados. / REUTERS e EFE

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