Nove palestinos morrem em Gaza e Cisjordânia

Nove palestinos morreram nestedomingo - seis numa misteriosa explosão em Gaza e trêsvítimas do fogo israelense na Cisjordânia - num momento em queautoridades nos dois lados do conflito preparavam-se para enviardelegados a Londres em meio a um novo esforço internacional paraencerrar os quase dois anos e cinco meses de violência noOriente Médio. Os delegados palestinos levam consigo uma carta assinada pelopresidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Yasser Arafat, e endereçada ao primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair,na qual o ex-líder guerrilheiro reafirma sua intenção de criar ocargo de primeiro-ministro em seu governo, cumprindo assim umaexigência dos Estados Unidos e de outros mediadores estrangeiros, disse Nabil Shaath, ministro palestino do Planejamento. Arafat tornou pública sua promessa na sexta-feira, após mesesde pressão do chamado "Quarteto", um grupo de mediadoresintegrados por EUA, Rússia, União Européia (UE) e Organizaçãodas Nações Unidas (ONU). Porém, ainda não se sabe ao certoquanto poder Arafat pretende ceder, quem será indicado e quandoo cargo será criado. Raanan Gissin, conselheiro do primeiro-ministro de Israel,Ariel Sharon, comentou que uma transferência genuína de poder naANP poderá levar ao descongelamento das negociações de paz entreisraelenses e palestinos. Nos episódios de violência de domingo, uma explosão destruiu acasa de um integrante do grupo islâmico Hamas na Faixa de Gaza,deixando seis palestinos mortos e três feridos, disseram fonteshospitalares. Mais tarde, o Hamas admitiu por meio de um comunicado que osseis mortos pertenciam às fileiras de seu braço armado. A causada explosão ainda é desconhecida. Em Nablus, na Cisjordânia, três palestinos foram assassinadospor soldados do Exército de Israel. Os militares israelensesabriram fogo contra atiradores de pedras e pistoleirospalestinos. Dezenas de pessoas ficaram feridas no incidente. Umadelas está em coma, segundo fontes. Com as mortes de hoje, já são 2.109 os palestinos mortos desdeo início da atual intifada, em 28 de setembro de 2000, quando ohoje primeiro-ministro Ariel Sharon fez uma visita à Esplanadadas Mesquitas, um local de Jerusalém sagrado para judeus emuçulmanos, com a intenção de reivindicar a soberania israelensesobre o lugar. Outras 727 pessoas morreram no lado israelensedesde aquele dia.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.