Nove turistas são assassinados em base de montanhismo no Paquistão

Facção do Taleban disse que se tratou de vingança pela morte de líder em ataque dos EUA

Cynthia Decloedt, Agência Estado

23 de junho de 2013 | 13h13

ISLAMABAD - Militantes paquistaneses assassinaram pelo menos nove turistas estrangeiros em um ataque a uma base de montanhismo na remota região ao norte do país de Kashimir, administrada pelo Paquistão, segundo autoridades locais. Uma facção do Taleban paquistanês assumiu a autoria e disse que se tratou de um vingança pela morte de um líder em ataque dos EUA por avião não tripulado (drone).

O ataque ocorreu no final do sábado próximo à base de Nanga Parbat, uma das montanhas mais altas do mundo, no distrito de Diamer, na região de Gilgit-Baltistan, no norte do Paquistão. Este foi um dos piores atentados contra estrangeiros no Paquistão dos últimos anos e deve prejudicar a imagem da indústria de turismo do país. As montanhas do norte do Paquistão eram consideradas relativamente seguras e se tratavam de uma das principais atrações turísticas do país.

O policial de Diamer, Mahammed Naveed, disse que os assassinos tinham o grupo como alvo. "Eles vieram e abriram fogo contra eles", afirmou. "Está confirmado que foram assassinados", acrescentou. Os assassinos vestiam uniformes de policiais.

A mídia local informou que o grupo de turistas era composto por cinco ucranianos, três chineses e um russo. Os turistas faziam parte de uma expedição para subir a montanha, a nona mais alta do mundo. O Taleban paquistanês disse que seu grupo Janud Hafsa era responsável pelo ataque.

O porta-voz do grupo, Ishanullah Ihsan, disse que o ataque era uma vingança pelo assassinato de Wali ur Rehman, um líder do alto escalão do Taleban paquistanês, durante um ataque por aviões não tripulados (drone) dos Estados Unidos no norte de Waziristan, em maio, e para expressar a ira contra o apoio da comunidade internacional aos ataques feito por aviões do tipo drone

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