Novo abalo provoca gritos e correria no Haiti

O mais forte tremor secundário ocorrido após o terremoto da semana passada no Haiti movimentou os escombros de prédios já danificados e levou pessoas aos gritos pelas ruas, oito dias depois de a capital do país ter sido devastada por um abalo de 7,0 graus na Escala Richter. O tremor de 6,1 graus de hoje foi o maior dente os mais de 40 significativos que ocorreram desde a terça-feira da semana passada. A extensão de novos danos ou feridos não está clara.

AE-AP, Agencia Estado

20 de janeiro de 2010 | 14h29

Gritos foram ouvidos quando a terra tremeu às 6h03 (hora local, 9h03 de Brasília). Soldados norte-americanos e refugiados em barracas correram para lugares abertos, enquanto nuvens de poeira subiam pela capital. A Agência de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos (USGS) informou que epicentro do tremor foi localizado cerca de 60 quilômetros a noroeste de Porto Príncipe e a uma profundidade de 22 quilômetros.

"É como estar numa placa de madeira em cima de um bola", disse o sargento do Exército norte-americano Steven Payne. Ele se preparava para distribuir comida para refugiados num campo formado por barracas que abriga 25 mil pessoas quando o tremor secundário aconteceu. A estimativa é de que o terremoto da semana passada tenha matado 200 mil no Haiti, deixado 250 mil feridos e 1,5 milhão de desabrigados, segundo a Comissão Europeia.

Sobreviventes

Um grande esforço internacional luta contra problemas logísticos e muitos haitianos continuam desesperados por comida e água. Equipes de resgate conseguiram histórias de sucesso em meio aos escombros. Entre os últimos salvos está uma católica fervorosa de 69 anos, que disse ter rezado constantemente durante a semana em que ficou presa. Ena Zizi estava em um encontro religioso, na casa do arcebispo da Igreja Católica do Haiti, quando o terremoto ocorreu, deixando-a presa. Ela foi salva ontem por uma equipe mexicana.

Em outro ponto da capital, duas mulheres foram retiradas da destruída universidade, ainda ontem. Pouco após a meia-noite, Lozama Hotteline, de 26 anos, sorria enquanto era carregada para fora de uma loja destruída em Petionville.

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